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September 18, 2017

Delação de Pedro Corrêa atinge Aroldo Cedraz, Tiago Cedraz e Mário Negromonte



O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o baiano Aroldo Cedraz, é um dos alvos da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa, homologada pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, consta no relatório que em 6 dezembro de 2006, quando o plenário da Câmara dos Deputados analisava o processo de cassação do então deputado José Janene (PP-PR), um dos envolvidos no escândalo do mensalão, para  escapar de punição, o parlamentar costurou um acordo que tinha como contrapartida a nomeação de Aroldo Cedraz, na época deputado pelo PFL, para uma vaga de ministro no TCU.
"Foi feito um acordo entre as lideranças dos partidos da base aliada para aprovar o nome de Aroldo Cedraz em troca da não cassação do deputado José Janene", diz trecho do termo de depoimento, concluindo: "No caso, o PFL votaria a favor de Janene e os partidos PP, PTB, PL (além de outras siglas menores) votariam pela nomeação de Cedraz". O PFL, atual DEM, não fazia parte da base aliada do governo do ex-presidente Lula, mas os outros partidos, sim.
Após o acordo, de acordo com a delação, por maioria simples, Cedraz foi o escolhido pelo plenário da Câmara para integrar o TCU no mesmo dia em que Janene escapou da lâmina. 
Segundo Corrêa, também envolvido no escândalo do mensalão, as lideranças partidárias acertaram que seriam cassados apenas os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP). Mas nem tudo saiu como combinado, especialmente para Corrêa, que perdeu seu mandato na votação do plenário.
Em depoimento prestado em 26 de abril de 2016, ele contou que, por causa disso, Janene colocou as "barbas de molho" e adiou o processo de cassação apresentando atestados médicos da doença cardíaca que o levaria à morte em 2010.
Ainda segundo a reportagem, Corrêa também citou irregularidades envolvendo Tiago Cedraz, filho de Aroldo e um dos alvos da 45ª fase da Operação Lava Jato, denominada Abate 2. Ele seria um dos operadores do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, do PP, no recolhimento de propina na pasta. 
Corrêa  afirmou ainda que Tiago se aproveitou do cargo do pai no TCU. Segundo Corrêa, Aroldo tinha postos de gasolina no Ceará e Bahia, "provavelmente em nome de seu filho", com débitos com a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras.
A estatal, por sua vez, tinha um processo de seu interesse no TCU. Assim, disse Corrêa, Aroldo "pediu vista do processo e segurou indefinidamente, a fim de que a BR Distribuidora não executasse os postos de gasolina". Segundo o delator, quem lhe disse isso foi o ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró quando os dois ficaram presos.
Em 2012, Corrêa foi condenado no mensalão e depois preso. Na Lava-Jato, já foi condenado a mais de 29 anos de prisão. Hoje, está em prisão domiciliar.

(BNews)
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