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September 2, 2017

MP: ação de Jucá para tirar R$ 5 milhões do PMDB é barrada


O líder do governo no Senado, Romero Jucá participou em julho, as vésperas da votação contra Temer, de uma reunião numa mansão em Brasília, onde fica a sede nacional do PMDB e da Fundação Ulysses Guimarães, a FUG, ligada ao partido. 
 
Com ele, estavam Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil e ex-presidente da fundação; oito representantes do Conselho Curador da fundação; e o secretário-geral da FUG, João Henrique Souza. Na reunião, os chefes rasparam o cofre da fundação e passaram o dinheiro para o diretório nacional do PMDB. Uma decisão ilegal.
 
Jucá prometera a correligionários o repasse dos recursos da FUG para quitar dívidas de campanha. Prometera R$ 100 mil aos candidatos que disputavam o segundo turno e R$ 200 mil para aqueles que disputavam nas capitais. Além disso, foram prometidos R$ 80 mil para cada um dos 67 deputados da sigla para apoiar seus candidatos. O total equivalia a R$ 7,3 milhões.
 
Assim, naquele 26 de julho, por unanimidade (com apenas metade dos conselheiros presentes), os membros do Conselho Curador da FUG aprovaram o repasse dos R$ 5 milhões ao diretório. Aprovaram que se esvaziasse a fundação, criada em 1981, cujo objetivo é “desenvolver projetos de pesquisa aplicada, doutrinação programática e educação política para o exercício pleno da democracia”, para pagar atrasados de campanhas. O atual presidente da fundação é o ministro Moreira Franco. A trinca Jucá, Padilha e Franco está enrolada na Lava Jato. 
 
As reuniões de fundações partidárias têm de ser acompanhadas por um membro do Ministério Público do Distrito Federal e todas as atas do Conselho devem ser submetidas ao órgão para aprovação. Mas naquele dia o representante do MP estava de férias.
 
 Contrariados com a ação de Jucá, representantes da entidade informaram o MP da manobra. Os promotores emitiram um parecer no dia 25 de agosto, apontando que a “transferência” era “irregular” e negaram o registro da ata.
 
O ataque aos cofres da fundação acabou sendo barrado pelo Ministério Público. O senador Romero Jucá e o ministro Eliseu Padilha não quiseram comentar o caso. A Fundação Ulysses Guimarães e seu presidente, o ministro Moreira Franco, não responderam aos questionamentos.
 
Fonte: Época 
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