Fieb manifesta “apreensão com situação do país” e cobra reforma tributária

Após nove dias de greve dos caminhoneiros, que gerou uma crise de desabastecimento, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia e os 43 sindicatos empresariais filiados manifestaram apreensão com a situação do país e cobraram a reforma tributária do governo federal. 

“Os desdobramentos de uma das mais graves crises dos últimos tempos, cujo estopim foi a greve dos caminhoneiros no dia 21 de maio, está conduzindo o Brasil para um ambiente de tensão social, agravado por problemas de desabastecimento e crises econômica e institucional. Ao negociar com a categoria dos caminhoneiros, o Governo Federal cedeu às exigências. Portanto, é hora de a categoria lembrar-se da sua responsabilidade com a sociedade, com o País. Os preocupantes impactos dessa greve prejudicam enormemente a população, não sendo admissível que interesses individuais ou de segmentos se sobreponham aos da nação”, diz o texto. 
A Fieb acredita que o ônus do movimento será de todos os brasileiros, com a possibilidade de aumento de impostos. “O Brasil não suporta mais aumento da carga tributária. Não é possível onerar ainda mais as famílias e os setores produtivos. Ao contrário, é preciso avançar para uma reforma estrutural do sistema tributário brasileiro. É necessário implementar, de uma vez por todas, uma reforma tributária que reduza e simplifique a carga de impostos no Brasil, o que deve passar principalmente por instituir o IVA – Imposto sobre Valor Adicionado. A simplificação do sistema é o primeiro passo para tornar a cobrança de tributos mais justa”, enfatiza a nota. 

A federação diz ainda que é “preciso avançar também com as reformas política, previdenciária e do Estado brasileiro, este muito maior que a sua economia. O País precisa dessas reformas estruturais, sem as quais a nossa economia jamais crescerá de forma sustentada”.   (BN)

Escrito por Folha de Noticias SAJ

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