Mãe de Marielle Franco participa de seminário em Salvador e defende legado da filha

A quarta edição da Feira Estadual da Reforma Agrária, que acontece até este sábado (16), recebeu seminários que marcaram as posições políticas de movimentos que pedem pela punição aos autores do crime contra a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (Psol), morta em março deste ano. 
No seminário sobre ‘Questão Racial e Luta de Classe’, que aconteceu na sexta-feira (15), a advogada e mãe de Marielle, Marinete Silva defendeu o legado da filha e disse que a família e amigos travam uma luta constante para que o crime não fique impune. “Estamos na luta e resistindo, pois era isso que minha filha fazia. Ela foi assassinada por defender as classes sociais”.
A mãe de Marielle, que se reuniu com o deputado Valmir Assunção (PT), falou sobre a dor da perda e da importância da sequência do trabalho de Marielle. “Falta resposta. É uma dor profunda. Minha filha foi executada em crime planejado. É muito difícil falar sobre isso”, destaca Marinete que participou de ato do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sobre o caso. 
Os debates na Praça da Piedade sobre questão racial e luta de classe envolveram, além da advogada Marinete Silva, as secretárias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Políticas Para Mulheres (SPM), Fabya Reis e Julieta Palmeira, respectivamente, Marcos Rezende (CEN) e Ebomi Nice (Terreiro Casa Branca). De acordo com o dirigente nacional do MST, Evanildo Costa, as atividades na feira começaram cedo nesta sexta com uma alvorada às 6h da manhã.
O seminário sobre capacitação nas redes produtivas deu sequência às atividades nesta sexta com o deputado Valmir Assunção (PT), representantes de cooperativas como Altamir Bastos (Cootap), Antônia Ivoneide (Setor nacional de produção), além de Felipe Campelo (Setor estadual de produção), Wilson Dias (CAR) e Jeandro Ribeiro (SDR). (BN)

Escrito por Folha de Noticias SAJ

Seu Portal informativo, aqui você bem informado.