Na Rússia, presidente eleito da CBF tenta recuperar prestígio com cartolas

Rogério Caboclo, presidente eleito da CBF e chefe de delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo, vai aproveitar o Mundial para tentar se cacifar na Fifa.
Desde que José Maria Marin foi preso em maio de 2015, acusado de receber propina, cartolas brasileiros são rejeitados no cenário internacional.
Herdeiro político de Marco Polo del Nero, banido também por corrupção pela Fifa em abril, Caboclo terá uma vida agitada na Rússia.
Ele irá a Sochi, cidade que abrigará a concentração do Brasil. Mas também percorrerá Moscou e as cidades que vão receber os jogos da seleção. A primeira partida será em Rostov-do-Don, no dia 17.
Já o primeiro encontro oficial com os cartolas da Fifa será na quarta (13), quando a entidade realizará o seu congresso na capital russa.
Em Moscou, Caboclo também terá reuniões privadas com os integrantes do alto escalão da Fifa.
O paraguaio Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), será um dos aliados do brasileiro na Rússia. Dominguez é próximo de Gianni Infantino, presidente da Fifa.
Quando o suíço visitou o Paraguai no mês passado, Dominguez anuciou a ele que a eleição de Caboclo representaria uma nova fase do futebol do continente após os escândalos de corrupção.
Caboclo já está na Europa. No domingo (10), ele acompanhará o amistoso da seleção contra a Áustria, em Viena. Depois, segue para Sochi.
Até então, o cargo de chefe de delegação era ocupado por um dirigente de clube, que cumpria papel protocolar. Desta vez, Caboclo quer dar mais importância ao posto.
Braço direito de Del Nero desde os tempos da Federação Paulista de Futebol, Caboclo fez campanha nos bastidores para comandar a CBF, sem se expor.
Até ser escolhido por Del Nero, o dirigente era criticado pela maioria dos cartolas, que o acusavam de ser duro nas negociações para liberar verbas.
Após ganhar o apoio do seu tutor, foi acolhido pela maioria. Só não teve os votos de Flamengo e Corinthians.
Na Rússia, Caboclo terá a companhia do paraense Antonio Carlos Nunes, que comandará a CBF até a sua posse. Nunes será o vice-presidente na gestão de Caboclo.
VOO DA ALEGRIA
No sábado (9), os presidentes das federações estaduais embarcam para a Rússia. Eles são convidados da CBF para acompanhar os três primeiros jogos da seleção no Mundial.

Além dos ingressos das partidas, a entidade vai bancar a hospedagem dos cartolas em Moscou e o deslocamento até os locais dos jogos.
Segundo Del Nero, o convite foi feito por Caboclo na época da corrida eleitoral.
O paulista ganhou o pleito com o apoio das 27 federações. A maioria dos cartolas aceitou o convite para viajar ao Mundial.
Por: Folhapress

Escrito por Folha de Noticias SAJ

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