Com 2 homens e uma mulher, 'trisal' deixa o país após decisão do CNJ


o campo “Filiação” da certidão de nascimento de Maria Luiza, 6, consta o seguinte: “Luiz Carlos Flaquer Rocha, natural de São Paulo, Rafael Chagas Pereira Lopes, natural de São Paulo, e Kelly Carla da Silva, natural de São Paulo”. Logo abaixo, no campo “Avós”, há seis nomes.
Maria Luiza tem uma mãe e dois pais, tudo registrado. Juntos há 11 anos, eles reuniam documentos para registrar em cartório a união estável a três quando o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) proibiu a lavratura do documento, no último mês. Agora, mudaram-se para o Uruguai, onde esperam encontrar uma sociedade mais aberta ao estilo de vida que adotaram.
Assim como eles, outras famílias poliafetivas (que vivem nessa configuração de três ou mais parceiros) buscam saídas após a resolução do CNJ.
A resolução não muda a dinâmica na casa de Maria Luiza, diz Rafael. “Não sei se mudaria muita coisa na nossa vida, mas é questão de mostrar para a sociedade que não é bagunça, somos uma família séria. Diziam que não iria durar e já estamos juntos há 11 anos.”
Rafael, hoje um designer de 30 anos, tinha 13 quando começou a namorar Kelly, 31, maquiadora. Aos 15, a menina engravidou e eles foram morar juntos, mas Kelly perdeu o bebê logo depois. Ficaram juntos até os 18 e, depois de uma briga, se separaram.
Daí Luiz Carlos, 42, entra na história. Ele já fazia parte do grupo de amigos do casal e se aproximou mais de Rafael. Começaram a namorar e a relação durou um ano e meio, mas era incompleta, diz Rafael. “Eu pensava: “Tô junto, mas tá faltando alguma coisa.” Depois de uma briga com Luiz, Rafael voltou para Kelly. Por: Folhapress

Escrito por Folha de Noticias SAJ

Seu Portal informativo, aqui você bem informado.