Após acusação de sexismo, PM do Paraná exclui termo “masculinidade” de edital para concurso público


A pós polêmica acerca do uso da palavra “masculinidade” em um edital de concurso, a Polícia Militar do Paraná (PM-PR) publicou, na noite desta segunda-feira (13), retificação do documento. Houve a troca do termo "masculinidade" por "enfrentamento" no certame que tem 16 vagas para cadetes. 
“A Polícia Militar do Paraná esclarece que está promovendo o ajuste no termo que gerou a polêmica, para 'enfrentamento', sem prejuízo à testagem psicológica necessária à definição do perfil profissiográfico exigido para o militar estadual”, diz nota.
Na descrição do termo também houve alteração. A PM-PR retirou o trecho "tampouco demonstrar interesse em histórias românticas e de amor". A primeira parte da descrição foi mantida no edital.
efinido na retificaçãoO termo "enfrentamento" é d como "capacidade de o indivíduo em não se impressionar com cenas violentas, suportar vulgaridades e de não emocionar-se facilmente".
A nota da PM ainda diz que, em nenhum momento, tem adotado posturas sexistas, discriminatórios e machistas e destacou que depois de 164 anos de instituição tem uma mulher no comando, a coronel Audilene Rocha.
Ainda de acordo com a polícia, o autor do instrumento de avaliação psicológica, o Dr. Flávio Rodrigues Costa, esclareceu que o teste não tem conotação de diferenciação de gênero, sexo ou qualquer forma discriminatória.
O edital foi divulgado na última quinta-feira (9) e foi alvo de nota de repúdio da Aliança Nacional LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersexuais) e do Grupo Dignidade.
As entidades pediram a anulação do edital e afirmam que a exigência de “masculinidade” desconsidera a possibilidade de mulheres se candidatarem às vagas ou quer que elas tenham características masculinas, o que consideram discriminatório. Por: Divulgação

Escrito por Folha de Noticias SAJ

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