Fim do Esporte Interativo amplia apagão de mundiais olímpicos na TV


O encerramento das atividades dos canais Esporte Interativo, anunciado no dia 9 de agosto, deverá ampliar o apagão de transmissões ao vivo de modalidades olímpicas nas emissoras de televisão do Brasil. 
Integrante do Grupo Turner, o Esporte Interativo tem os direitos de transmissão dos eventos da Fiba (Federação Internacional de Basquete). A emissora já vinha exibindo as eliminatórias da Copa do Mundo masculina, que acontecerá na China, em 2019.
Em fevereiro de 2017, o canal anunciou um acordo de cinco anos para transmitir os principais torneios da entidade, como as Copa do Mundo, eliminatórias da Copa do Mundo, Copas Américas e torneios pré-olímpicos.
O fim do Esporte Interativo como emissora de TV deixa em aberto a transmissão de uma das partidas da seleção brasileira, diante de Ilhas Virgens, dia 16 de setembro, que deverá acontecer em Goiânia (GO), válida pela segunda fase das eliminatórias das Américas. Não haverá também a exibição do Mundial feminino, que não terá a participação do Brasil e será realizado em Tenerife (ESP), em setembro.
Ao contrário do que fez em relação aos direitos de transmissão da Liga dos Campeões e do Campeonato Brasileiro 2019, a direção do Esporte Interativo ainda não sabe como serão exibidas as competições da Fiba daqui para frente.
“Com exceção dos direitos da Champions League e do Brasileirão, que já anunciamos que serão exibidos nos canais TNT e Space, a definição de como ficarão todos os outros direitos será definida nas próximas semanas”, anunciou o Esporte Interativo, por meio de sua assessoria.
A indefinição, em um primeiro momento, não causa receio entre os dirigentes da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), parte interessada na solução deste imbróglio.
“Não estamos preocupados no momento. Temos 30 dias até a primeira transmissão. Claro que nunca é bom perder uma TV como essa, uma excelente opção para quem gosta de esporte e que vinha se dedicando a cobrir muito bem o basquete. Mas precisamos encarar esta situação como uma oportunidade”, afirmou Ricardo Trade, diretor de operações da CBB.
Segundo o dirigente do basquete, foram feitos contatos com o Esporte Interativo, que autorizou que a CBB tentasse vender os direitos de transmissão para alguma TV aberta. Porém, a definição do futuro do contrato anterior não passa pela confederação.
 
“Eles [Esporte Interativo] precisam se acertar com a Fiba, o contrato é entre eles. Não somos nem intervenientes. Acredito que uma TV que queira pegar o contrato para substituí-los iria querer também os direitos de mídias digitais. Mas temos que ir com calma, pois o contrato é deles e a CBB é parceira do Esporte Interativo”, disse Trade.

Representantes da Fiba estarão no Rio de Janeiro nesta terça-feira (14). O contrato com o Esporte Interativo será discutido pelos cartolas. 
O caso do basquete é apenas mais um para aumentar a falta de opções aos fãs de esportes olímpicos que pretendem acompanhar os Mundiais que estão marcados para acontecer neste segundo semestre.
Dos 13 Mundiais que ainda deverão acontecer até o final do ano, apenas dois terão transmissão ao vivo confirmada. Serão os de vôlei masculino, que ocorrerá na Bulgária e Itália entre 9 e 30 de setembro, e o feminino, de 29 de setembro a 20 de outubro, no Japão.
O SporTV, que tradicionalmente transmite as competições do vôlei brasileiro, irá passar os dois eventos. Há uma possibilidade de a TV Globo abrir espaço em sua grade para algumas partidas, mas não há confirmação oficial.Para outros esportes, a situação será bem diferente.
Como efeito de comparação, em 2015, um ano antes da Olimpíada Rio-2016, os mundiais de ginástica artística e judô, por exemplo, tiveram transmissões ao vivo pelos canais por assinatura do Brasil.
Nem mesmo uma modalidade tradicionalmente ganhadora de medalhas como o Judô, escapará do sumiço na televisão. O Brasil acumula 4 ouros, 3 pratas e 15 bronzes no esporte em Jogos Olímpicos. Quem quiser torcer pelos principais judocas do país no Mundial de Baku (AZE), terá que recorrer à internet.
Segundo a assessoria de imprensa da CBJ (Confederação Brasileira de Judô), a competição terá suas lutas transmitidas pelo portal da FIJ (Federação Internacional de judô).
Outro evento que terá suas transmissões para o Brasil via internet serão os Jogos Mundiais Equestres, em Tyron (EUA), em setembro.
O fato de não ter os Mundiais transmitidos, contudo, não significa que os eventos serão ignorados, segundo a Globo. “Globo e SporTV seguirão com sua cobertura dos campeonatos das principais modalidades olímpicas para seus programas esportivos e telejornais de rede, como os mundiais de vôlei masculino e feminino, de canoagem, de ginástica rítmica e artística e de natação em piscina curta. Para todos eles, teremos equipe de reportagem no local”, afirmou a assessoria de imprensa do grupo Globo.  Por: Folhapress

Escrito por Folha de Noticias SAJ

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