Jacobina: investigada pelo MP, mineradora pede ampliação de prazo para entrega de documentos ao órgão


Os impactos ambientais da atividade de extração de ouro no município de Jacobina, no centro-norte da Bahia, especialmente as consequências das atividades mineradoras da Jacobina Mineração e Comércio Ltda. (JMC), controlada pela multinacional canadense Yamana Gold Inc., foram discutidos durante audiência pública promovida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
A audiência, ocorrida no último dia 19 e que contou com a participação de mais de 1000 moradores, foi realizada pela manhã e tarde no auditório do Colégio Gilberto Dias de Miranda (Comuja).
Depois da discussão, o promotor de Justiça Pablo Almeida informou que o Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), a Agência Nacional de Mineração, além da Jacobina Mineração e Comércio Ltda solicitaram mais prazo para apresentação dos documentos complementares requisitados pelo Ministério Público para instrução do Inquérito Civil, que não foram entregues até a audiência. 
De acordo com o promotor, após o recebimento deste material, o MP fará uma análise definitiva, seja com a propositura de Termos de Ajustamento de Conduta, Recomendações, Ações Civis Públicas ou outras medidas cabíveis.
No início deste mês, o BNews divulgou que o MP-BA investiga a contaminação de recursos hídricos e do solo após supostos vazamentos de efluentes da JMC– Yamana. Alvo do Ministério Público Estadual (MP-BA) desde a década de 90, a empresa conta ao seu favor com a morosidade da Justiça. As atividades minerárias na Cidade do Ouro provocaram cinco ações civis públicas movidas pela Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente de âmbito regional com sede no município. 
 

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Escrito por Folha de Noticias SAJ

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