Sempre presente na campanha, namorada de Ciro já defendeu linha dura contra bandido


Na última semana, ao fim de um ato de campanha de Ciro Gomes no centro de São Paulo, foi sua namorada, Giselle Bezerra, 39, quem atendeu a uma apoiadora que queria mais uma foto com o presidenciável do PDT.
A cearense de sorriso largo e sotaque ainda mais marcante que o de Ciro respondeu, com jeitinho, que ele grava muito bem o rosto de quem já fez uma selfie para não repetir. As duas riram, Giselle entrou no carro e foi embora com o pedetista. A eleitora ficou sem a segunda foto.
A um mês das eleições, a produtora de TV e ex-assistente de palco da apresentadora Xuxa, que namora Ciro há mais de um ano e meio, acompanha-o em praticamente todos os eventos —de panfletagem na rua a sabatinas e debates. 
Estrategicamente sempre ao seu lado, a morena aparece cada vez mais em vídeos e fotos do dia a dia de campanha. 
A presença não é gratuita: sua imagem junto a Ciro, 60, suavizaria a do candidato, aposta sua campanha.
O pedetista até hoje luta contra a pecha de machista, depois que, na disputa presidencial de 2002, disse que a função de sua então mulher, Patrícia Pillar, na campanha era dormir com ele. Muitos dizem que a declaração que ele já admitiu ter sido infeliz contribuiu para a derrota.
"Eu fiz uma piada de extremo mau gosto com a mulher da minha vida, o amor da minha vida, uma pessoa por quem tenho respeito intelectual, além do amor extremo", disse Ciro em um evento do Dia Internacional das Mulheres, em março, no qual Giselle estava. 
Nas redes sociais, Giselle é discreta e faz mais postagens da campanha e vídeos de animais. Mas não foi sempre assim. 
A produtora, que ainda curte a página Nordestinos com Aécio, criada em apoio ao presidenciável do PSDB em 2014, criticou a falta de segurança em Fortaleza em março de 2014. 
Na ocasião, usou a hasthag #BandidoBomÉbandidoMorto. O governador do Ceará na época, responsável pela segurança, era Cid Gomes, irmão de Ciro. "Peço a Deus todos os dias que nos proteja! Muito medo daqui!! #Violência #Fortaleza #BandidoBomÉbandidoMorto", escreveu. 
A Folha pediu um posicionamento de Giselle e da campanha sobre a declaração, mas não obteve resposta. A postagem foi apagada da conta da namorada de Ciro após o questionamento da reportagem.
Na última semana, o candidato criticou por duas vezes quem defendia o lema. "'Bandido bom é bandido morto' é uma resposta tosca para uma sociedade que está com medo no coração e zangada com a absoluta inconsequência dos poderes públicos de prevenir a violência", afirmou Ciro, em sabatina do Estado de S. Paulo.
Giselle está sempre presente nos eventos de campanha, mas não dá entrevistas. Segundo a Folha apurou, Ciro também não quis explorar sua imagem em propagandas —apesar de postar, em seus canais oficiais, fotos e vídeos com ela. 
Segundo integrantes da campanha, Giselle dá palpites sobre a roupa, o discurso e a imagem do candidato. 
Na saída dos debates, ela costuma ser a primeira a ser questionada por Ciro sobre o que achou de seu desempenho.
Com o tempo, ela acabou desenvolvendo amizade com integrantes da campanha. A aproximação maior foi com o presidente do PDT, Carlos Lupi, a quem se refere como "companheiro de comida" pelo hábito de comprarem produtos de carrinhos de rua, como cachorros-quentes, durante caminhadas de campanha.
Formada em Rádio e TV pela Universidade Estácio de Sá, no Rio, Giselle trabalhou como produtora na Globo e na Bandeirantes. 
Hoje, ela tem uma produtora cultural com o ex-marido, Rafael —filho do cantor romântico Marcio Greyck.
Vinda de uma conhecida família de empresários de Fortaleza, Giselle sempre esteve presente nas colunas sociais de jornais locais.

Mas é seu trabalho ao lado de Xuxa, no início dos anos 2000, que mais atrai os curiosos. 
Giselle entrou, em 2001, para o grupo Manos & Minas, assistentes de palco no programa Planeta Xuxa. Tinha 22 anos e ganhou o apelido "Mina Gi".
A amizade com a diretora do programa, Marlene Mattos, segue até hoje e, na última segunda (10), Mattos esteve ao lado de Giselle em um comício em Mauá (SP). 
À Folha, Marlene disse acreditar que a ex-pupila será importante para a campanha do pedetista.
Giselle, no entanto, não fica muito confortável quando lembram publicamente sua fase de assistente de palco. Costuma dizer que é algo antigo, que ficou no passado.
Em agosto, sorriu encabulada quando, em um jantar, a candidata a vice, Kátia Abreu (PDT-TO), revelou um desejo de infância. "Meu sonho sempre foi ser paquita". Por: Folhapress

Escrito por Folha de Noticias SAJ

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