Senadores investigados pela Lava Jato são favoritos à reeleição


Pelo menos seis senadores suspeitos de corrupção em investigações da Operação Lava Jato têm boas chances de serem reeleitos, informa reportagem de O Globo deste domingo (16). Investigados com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) por recebimento de propina ou caixa 2, Ciro Nogueira (PP-PI), Edison Lobão (MDB-MA), Eunício Oliveira (MDB-CE), Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA) lideram ou estão em segundo lugar, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto do Ibope, feitas em agosto.
De acordo com o jornal carioca, eles fazem parte de um grupo maior, de mais de 30 alvos da força-tarefa, que disputam a eleição deste ano. A operação listou 23 senadores em irregularidades, mas alguns estão livres porque os inquéritos em que eram citados foram arquivados. Há ainda casos de senadores que, por causa do desgaste, optaram por disputar outro cargo, como o tucano Aécio Neves, que se lançou a a deputado federal.
Líder em Alagoas, com 33% dos votos, Renan Calheiros (MDB) é alvo de oito inquéritos no Supremo. As acusações vão desde a suspeita de cobrar propina das empreiteiras do cartel da Petrobras até receber valores da Odebrecht e do grupo J&F em troca de aprovação de projetos de lei e Medidas Provisórias.
No Piauí, Ciro Nogueira, presidente do PP, envolvido em seis investigações, tem 26% e está atrás de Wilson Martins (PSB), com 31%. Na quinta-feira passada, o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo, autorizou abertura de inquérito para investigar Nogueira, suspeito de receber propina da J&F, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Por: Divulgação/Senado

Escrito por Folha de Noticias SAJ

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