"É difícil conseguir um modo de vida estável", diz venezuelano acolhido em Jequié


O casal de refugiados venezuelanos, Pedro Salcedo e Norelys Figueroa, foi acolhido por um grupo de evangélicos na cidade de Jequié, no Centro-Sul Baiano. Em seu relato, Pedro detalha como foi recebido pela comunidade local desde que deixou o país presidido por Nicolás Maduro.
Eles são da Ilha de Margarita, situada no mar do Caribe, nordeste de Caracas, migraram para o Brasil, via Pacaraima, em Roraima, e seguiram para Boa Vista, onde passaram muitas dificuldades até serem acolhidos pela Missão Batista em Roraima. Depois, foram enviados para São Paulo e posteriormente para Jequié, onde foram recebidos no dia 15 de setembro, na rodoviária local, pelo pastor Josias de Souza e membros da Igreja Batista do Jequiezinho (IBJ).
“Saí da Venezuela com o objetivo de buscar novos horizontes, já que o país está passando uma situação muito crítica. É difícil conseguir um modo de vida estável. Já que a situação não é muito boa em meu país, não conseguimos assistência médica e comida”, disse ao documentarista baiano Dado Galvão.
Salcedo se mostrou muito grato pela recepção dos baianos. “Nos sentimentos muito agradecidos. Temos observado que não estão acostumados com o idioma espanhol, castelhano. Então, se assombram quando minha esposa e eu falamos em espanhol. Mas nos acolheram, estamos adotados. Onde sentimos este calor humano como se estivéssemos na Venezuela”.
Os venezuelanos estão morando na Casa de Acolhimento mantida pela IBJ. O documentarista Dado Galvão levou ao encontro dos refugiados e do pastor Josias, que lidera o trabalho, a bandeira-abaixo assinado do Mercosul, além de gravar entrevistas para realização de um documentário como partes das ações culturais e humanitárias da “Missão Ushuaia, Venezuela”.   Por: Divulgação

Escrito por Folha de Noticias SAJ

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