Após renúncia, Paulo Catharino critica movimento por AGE: "querem imoralidade e ilegalidade"


    No último sábado (9), Paulo Catharino Gordilho Filho surpreendeu os torcedores do Vitória ao renunciar ao cargo de presidente do Conselho Deliberativo do clube. Antes, o dirigente negou o pedido de Assembleia Geral Extraordinária de um grupo de sócios, que tentar antecipar as eleições presidenciais do Rubro-Negro e retirar o atual presidente, Ricardo David.
    Com em parecer do renomado jurista Fredie Souza Didier Júnior, especialista em direito processual civil, e da CBF, Catharino arquivou o pedido alegando ausência de fundamentos.
    Nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Metrópole, o agora ex-comandante do Conselho desabafou e acusou o movimento "Decide AGE" de querer a imoralidade e a ilegalidade no Leão. "Lutamos muito para estabelecer a democracia no clube, a reforma do estatuto e a observância da legalidade. O que a gente percebe hoje são movimentos extremamente desprovidos de legalidade, de maneira irresponsável, que prejudicam muito diretamente o Esporte Clube Vitória. Isso me empunha a tomar uma atitude firme, onde não parece para o torcedor ou qualquer outra pessoa que eu estivesse tomando essa decisão para preservar meu mandato ou meu cargo. A renúncia me foi imposta, mais importante do que meu cargo era fincar a bandeira da democracia, da legalidade e da seriedade. O que querem fazer no Vitória é uma ilegalidade, uma imoralidade. A gente tem que ter cuidado e responsabilidade com o Vitória", disse.
    Sobre a decisão de renunciar, ele respondeu àqueles que o chamaram de covarde. "Não vejo esse ato meu como uma covardia. Se eu fosse covarde eu não tomaria essa decisão. Para mim era muito mais cômodo deixar a assembleia deliberar sobre um ato ilegal e sair de baixo do que adotar uma postura corajosa e impopulista, porque hoje o clamor é grande. Não vejo como um ato de covardia. Quem tenta colocar essa pecha em meu ato deve refletir sobre qual Vitória ele quer daqui para a frente".
    O dirigente ainda alfinetou membros da oposição de clube, acusando-os de não aceitarem a democracia. "A bandeira da democracia e a reforma do estatuto são conquistas muito cara, que vieram de muita luta dos associados. O Vitória não está preparado para essa situação. O Vitória estava acostumado a tomar decisão em pequenos grupos. A democracia exige e impõe novos métodos de governança, e isso incomoda muita gente no Vitória".
    Com a saída de Paulo Catharino, quem assume a presidência do Conselho Deliberativo do Vitória é o deputado estadual Robinson Almeida (PT), que era o vice-presidente do órgão. (Galáticos Online)

    Escrito por Folha de Noticias SAJ

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