Especialista aponta contradição em discurso anticomunista de Bolsonaro


    O professor de Comunicação e Política da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Wilson Gomes, questionou pontos do discurso ultraconservador do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e de uma parcela de seus seguidores no que se refere ao comunismo e à chamda ideologia de gênero. Para o especialista, não há lógica em se falar em socialismo ou comunismo no Brasil, que tem a maior concentração de renda no mundo.
    "A parte Moro e Guedes [do governo] são essas pessoas que estudaram em Harvard e Chicago. A parte Bolsonaro parece que ainda não saiu da 5ª série. A palavra comunismo não aparecia em períodos eleitorais desde [Fernando] Collor, e agora é a grande palavra do ano. Um país com uma concentração de renda dessa ser considerado socialista? Não dá nem para entender qual o conceito de socialismo que está por aí. E o outro fantasma é a ideologia de gênero, que eles usam para dizer que a esquerda quer tirar papéis naturais ou que a Bíblia determinou", avaliou, em entrevista à rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (07). 
    Para Gomes, porém, os ultraconservadores são a minoria dos eleitores de Bolsonaro. "O grande eleitor foi o antipetismo. Bolsonaro parecia ser o único capaz de derrotar o PT. Então o antipetismo foi o Cavalo de Troia do ultraconservadorismo que ganhou a eleição. Esse grupo foi importante para ganhar a eleição, mas não foi determinante. Mas tem muita gente conservadora no Brasil, que estava no armário", acrescentou. (BNews)

    Escrito por folha

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