Angelo Coronel sai em defesa do TJ-BA após deputado acionar CNJ contra Gesivaldo Brito



    Para o senador, “está aparentando que o deputado federal e o ex-deputado estão defendendo milionários grileiros, que atuam na região do oeste baiano e tentam, de toda maneira, atrapalhar o trabalho da Justiça que reconheceu a posse das terras, desde 1985, em Formosa do Rio Preto, como pertencentes à família de José Valter Dias, terras essas que no passado não valiam nada e hoje tem um valor elevado fruto da evolução do plantio de grãos da região.

    Os autores da reclamação querem que o CNJ apure a conduta do presidente do TJ-BA, Gesivaldo Britto, e de duas magistradas pela atuação para combater os casos de grilagem no oeste baiano.  Angelo Coronel, enquanto presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), intermediou um acordo, em abril de 2017, para por fim ao conflito fundiário da região. 

    O acordo foi assinado por mais de 400 possuidores e produtores da região em evento realizado na Câmara de Vereadores de Formosa do Rio Preto, com a presença dos vereadores, prefeitos de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, representante da Procuradoria do Estado, corregedor do Tribunal de Justiça, juiz de Direito da Comarca e Advogados de ambas as partes.

    Coronel diz que o processo para reconhecimento da família de José Valter Dias como verdadeira proprietária da terra tramita há mais de 30 anos, e que o inventário que deu base a escritura dos grileiros foi feito a partir de uma certidão de óbito falsa que subsidiou processo de inventário, posteriormente declarado nulo pela Justiça, em ação anulatória movida pelo Ministério Público Estadual. 

    O senador diz ainda que deve ser investigada, pela Polícia e pelo Ministério Público, as matrículas envolvidas no imbróglio judicial, o qual vai esclarecer quem é o verdadeiro detentor e possuidor das terras e acabar de uma vez com essa demanda judicial e recolher ao xadrez os poderosos grileiros do oeste.

    O senador ainda lembrou que ocorreu no estado a Operação Oeste Legal para acabar com as quadrilhas de grilagem na região, e todo o esforço que tem sido empreendido na Bahia para solucionar os conflitos de terra. “É um absurdo esse pedido de providências feito no CNJ para atacar o presidente do TJ-BA.” /Por: Pedro França/Agência Senado

    Escrito por folha

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