Impasse envolvendo Detran, Adab e Podemos trava mudanças no segundo escalão de Rui


    A falta de definição sobre qual espaço o Podemos vai comandar tem sido o principal entrave para o governador Rui Costa (PT) fechar as mudanças no segundo escalão da gestão. Aos partidos da base aliada ainda não contemplados pelo petista, que pressionam pela divisão de cargos, Rui tem dito que não vai proceder com as indicações até pacificar as com o partido comandado na Bahia pelo deputado federal João Carlos Bacelar.
    Segundo informações obtidas pela reportagem junto a fontes que acompanham o imbróglio da falta de divisão de cargos, o Podemos pode manter na sua cota o Departamento de Trânsito do Estado da Bahia (Detran-BA) ou a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). O BNews publicou recentemente que Rui chegou a oferecer a Adab para a sigla. 
    O assunto parecia estar resolvido, mas aliados de Bacelar passaram a demonstrar ao parlamentar contrariedade com a proposta do petista. De acordo com um governista, em reunião na quinta-feira (6) com o deputado, aliados tentaram convencê-lo a não aceitar ficar com a Adab e continuar pleiteando o comando do Detran. 
    A justificativa é que o órgão tem mais atuação no interior do Estado, o que não seria interessante para o grupo político do deputado, cuja base está maciçamente na capital baiana. Com isso, não haveria como obter dividendos políticos consistentes aos seus aliados, principalmente quando se coloca em questão o fato de que Bacelar deve ser candidato a prefeito de Salvador em 2020. Seja para o Detran ou para a Adab, Maurício Bacelar, irmão do deputado, é o principal nome a ser indicado pelo partido. 
    O impasse tem incomodado as legendas da base aliada que, por causa disso, precisam esperar, desde o início do governo em janeiro, a oportunidade de fazer indicações tanto para postos no segundo escalão quanto para cargos regionais, como Ciretrans e Núcleos Territorias de Educação. É o caso, por exemplo, do PSB, que aguarda a nomeação do ex-deputado federal Bebeto Galvão para o gabinete institucional do governo baiano em Brasília, além da ida do ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rodrigo Hita, para a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).
    Diante do tensionamento feito por aliados de Bacelar sobre a Adab, ainda não se sabe quando a situação será equacionada.  /BNews

    Escrito por folha

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