Paratleta baiana é agredida por vizinha e denuncia preconceito: me chamou de "aleijada" e deslocou meu ombro


    A atleta da seleção brasileira de natação paralímpica, Verônica Almeida foi vítima de agressão e preconceito, na última sexta-feira (7), dentro do Condomínio Campinas de Brotas, local que reside. Em entrevista ao BNews, a medalhista paralímpica contou que a agressão partiu de uma vizinha que a empurrou causando um deslocamento no ombro da atleta. "Ela me chamou ainda de aleijada".
    De acordo com Verônica, durante à noite, a vizinha (a qual não terá o nome citado, a pedido do advogado da vítima) foi na casa da atleta falar sobre o comportamento dos seus filhos. “Ela estava agressiva, disse que uma das crianças a xingou e tentou colocar o dedo no rosto de minha filha. Nessa hora pedi para ela falar comigo foi quando ela me empurrou com força a ponto de deslocar meu ombro”, conta.
    Ainda de acordo com a atleta, as agressões verbais continuaram. “Ela disse que eu era uma aleijada e que tinha pena de uma inútil. Sentir o preconceito dessa forma me tirou o chão, estou até agora sem acreditar que existe uma pessoa assim”, conta emocionada.
    Verônica também relatou que ao se dirigir à residência da vizinha foi recebida pelo esposo. “Tentei entender o que aconteceu, meus filhos relataram que ela [a vizinha] deferiu palavras de baixo calão para o grupo que eles estavam, e soltou o cachorro na direção deles, que correram.  Ao chegar na residência dessa mulher, fui recebida pelo marido que me perguntou se sabia quem ele era, que eu procurasse minhas testemunhas falsas pois não ia dar em nada”, conta.
    Verônica precisou passar por procedimento para tratar do ombro direito, no Hospital da Bahia, na noite de sexta-feira (7), e também registrou queixa de agressão física na 6ª delegacia de Brotas.
    Já neste sábado (8), ela realizou exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT).
    A atleta diz estar assustada e reclusa em casa. “Pedi aos meus filhos que ficassem dentro de casa, não estamos no coração de ninguém. Estou muito abalada de sofrer um preconceito como esse, que nunca tinha passado em minha vida”.
    Na segunda-feira (10), a atleta volta a delegacia de Brotas, para prestar novo depoimento.
    Histórico da atleta
    Recebeu a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Pequim em 2008, nos 50 metros borboleta;
    A paratleta fez a travessia Mar-Grande/Salvador em 2015; 
    Ela entrou para o livro dos recordes como a atleta mais rápida a nadar 12 km, em mar aberto, com apenas um braço;
    Verônica Almeida, paratleta baiana, sofre da Síndrome de Ehlers-Danlos que causa degeneração das articulações.  /BN
     

    Escrito por folha

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