Moradores vivem sem água, transporte e pavimentação em bairro "esquecido" de Salvador; assista

    BNews 


    Viver em um local onde o transporte público não chega, em que o saneamento básico não existe, falta pavimentação nas ruas e que nem sequer cai água das torneiras. Quem se depara com características como essas pode até imaginar de que se trata de alguma localidade afastada das grandes metrópoles. No entanto, esses são alguns dos problemas enfrentados pelas mais de duas mil famílias que moram no bairro Cassange, em Salvador. Por lá, não faltam reclamações e desabafos dos moradores que pedem melhorias e reivindicam um projeto de infraestrutura básica para o local. Sem água encanada, um poço repleto de sapos é utilizado para abastecer algumas residências.
    Essa situação a gente mostra na primeira reportagem da série ‘BNews nos Bairros’:
    O que diz a Prefeitura e a Embasa
    Em relação a falta de linhas de ônibus que atendam os moradores, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou através de nota “que foi implantada, mesmo com dificuldade no viário uma linha na localidade de Cassange em abril de 2015”.
    Segundo a Semob, a linha 1069 Estação Mussurunga -Cassange/Boca da Mata, que não atende todo o bairro, realiza cerca de 50 viagens com intervalos de 30 a 40 minutos. A secretaria ressaltou ainda que “o usuário pode integrar no intervalo de duas horas com qualquer ônibus em qualquer ponto ou na Estação Mussurunga com mais de sessenta linhas que opera no local ou também com o metrô, pagando uma única tarifa”.
    Já sobre a falta de abastecimento de água, a Embasa informou que “uma parte de Cassange (Cassange de Baixo) é uma área de proteção ambiental (APA) às margens das barragens de abastecimento humano Ipitanga I e II. Por isso, ainda não é atendida por rede distribuidora de água e rede coletora de esgoto, porque ainda não conta com infraestrutura urbana adequada (macrodrenagem de água pluvial e pavimentação viária e de calçamento)”. Ainda segundo a Embasa, em acordo com o Ministério Público, a empresa garante o abastecimento alternativo regular dos moradores desta área por carro-pipa.
    Por sua vez, a Secretaria Municipal da Educação (SMED) informou que, “em razão das condições da estrutura do prédio que abrigava a Escola Municipal Juarez Góes, os alunos da unidade foram transferidos para a Escola Municipal Arx Tourinho”. Conforme a SMED, mesmo com os serviços de manutenção e reformas, o imóvel não apresenta mais condições de abrigar a unidade escolar. A secretaria ressaltou também que “o processo de transferência [dos alunos] foi amplamente discutido e acordado com as comunidades escolar e local”. Salientou ainda que “fornece o transporte escolar e que não houve prejuízo pedagógico em virtude da mudança”.
    Já a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) disse que o vice-prefeito e secretário da pasta, Bruno Reis, “se reuniu com empresários da região para viabilizar uma parceria para execução da obra, orçada em R$4 milhões, de pavimentação da Rua das Pedreiras e da Rua do Raposo, em Cassange. Além disso, a secretaria informou que “a Superintendência de Obras Públicas (Sucop) está desenvolvendo um projeto de drenagem para toda a região”.
    Quanto a falta de iluminação pública, a Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (DSIP) órgão vinculado à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) ressaltou que “foram realizadas a substituição de luminárias de sódio”, e que além disso, foi “feita uma obra do programa Ouvindo o Nosso Bairro, na Avenida Fidelgo (Estrada da Barragem, via principal do bairro)”.
    Ruas do bairro não possuem calçamento ou asfaltamento
    Água de poço repleto de sapos abastece casas de moradores
    Sem água encanada, moradores enfrentam dificuldades para realizar os afazeres domésticos
    Poças de água colocam adultos e crianças em risco

    Escrito por folha

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