Reforma da Previdência volta à pauta da Câmara nesta terça-feira

    Por: Agência Brasil 


    Nesta terça-feira (6), a Câmara dos Deputados deve retomar a discussão e a votação da proposta de reforma da Previdência. Em julho, os parlamentares aprovaram o texto em primeiro turno por 379 votos a 131. Agora, iniciarão a votação da proposta em segundo turno. Por ser uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto só será aprovado se tiver os votos favoráveis de pelo menos três quintos dos parlamentares, portanto, 308 dos 513 deputados. Se aprovada, a reforma seguirá para o Senado.
    A previsão é que a votação da PEC em segundo turno aconteça da seguinte forma:
    - discussão;
    - votação do texto-base;
    - votação dos destaques (propostas para modificar a redação).
    Segundo o G1, as sessões de hoje estão marcadas para a partir das 13h. Antes de entrar no mérito da reforma, ou seja, antes mesmo de começar a discutir a proposta, os deputados deverão, contudo, analisar um pedido de dispensa do intervalo de cinco sessões entre o primeiro e o segundo turno – até agora foram três sessões.
    Ainda conforme o G1, concluída essa etapa, será aberta a segunda sessão, destinada à análise do conteúdo da PEC. Na noite desta segunda-feira (5), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reuniu os líderes partidários para articular a votação da reforma.
    Partidos aliados ao governo querem manter o texto aprovado em primeiro turno. Deputados de oposição, contudo, querem apresentar sete destaques para tentar modificar a proposta. A oposição também deve manter a estratégia do primeiro turno, tentando obstruir a votação. A obstrução, conforme o jargão legislativo, ocorre quando um grupo de deputados tenta adiar a votação. A estratégia não é irregular. Os parlamentares podem pedir, por exemplo, leitura da ata da sessão; retirada do projeto da pauta; adiamento da discussão; e votação nominal.
    A votação da reforma só começará após a fase de discussão. O objetivo do governo é concluir tudo ainda nesta semana e enviar o texto ao Senado. A previsão é que a votação transcorra da seguinte maneira:
    - votação do texto principal (aprovado em 1º turno);
    - votação dos destaques (propostas que visam modificar a proposta).
    Por ser votação em segundo turno, esses destaques são supressivos. Ou seja, retiram trechos do texto aprovado em primeiro turno. Na votação, os deputados favoráveis à reforma terão de garantir pelo menos 308 votos contrários aos destaques, caso contrário, as mudanças serão aprovadas.
    A reforma
    Enviada pelo governo em fevereiro, a proposta foi entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O objetivo do governo é economizar em dez anos cerca de R$ 1 trilhão.
    Antes de ser aprovada pelo plenário, a proposta foi discutida, primeiro, pela Comissão de Constituição e Justiça e, depois, pela comissão especial.
    O texto aprovado pelo plenário em julho apresentou quatro modificações em relação à redação aprovada pela comissão especial:
    - flexibilização das exigências para aposentadoria de mulheres;
    - regras mais brandas para integrantes de carreiras policiais;
    - redução de 20 anos para 15 anos do tempo mínimo de contribuição de homens que trabalham na iniciativa privada;
    - regras que beneficiam professores próximos da aposentadoria.

    Escrito por folha

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