Bolsonaro sugere "isolamento vertical"; possibilidade será debatida com Mandetta


    O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta quarta-feira (25), que a orientação do governo federal será que a população adote o "isolamento vertical" a partir de agora. A ideia é deixar apenas idosos e pessoas com doenças pré-existentes fora do convívio social. De acordo com o presidente, no momento não há outra alternativa, mas o martelo só será batido após uma conversa com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
    “Conversei por alto com Mandetta hoje e vamos definir essa situação. Tem que ser, não tem outra alternativa. A orientação vai ser o [isolamento] vertical daqui pra frente. Vou conversar com ele e tomar uma decisão. Não escreva que já decidi, não. Vou conversar com o Mandetta sobre essa orientação”, declarou a jornalistas na porta do Palácio do Alvorada.
    Questionado sobre o pronunciamento feito em cadeia nacional na noite de ontem (24), Bolsonaro disse que espera que o Brasil volte à normalidade e "encare o vírus até como se fosse um guerra, mas em situação de igualdade, em pé".
    “Se nós nos acovardamos, formos para o discurso fácil, todo mundo em casa, vai ser o caos, ninguém vai produzir mais nada, desemprego tá aí, vai acabar o que tem na geladeira”, declarou. 
    Ainda de acordo com o presidente, caso o país não volte à normalidade, todos os brasileiros pagarão um preço durante anos e aventou a possibilidade de que o Brasil "possa ainda sair da normalidade democrática".
    “O que precisa ser feito: botar esse povo para trabalhar, preservar os idosos, preservar aqueles que têm problemas de saúde, mais nada além disso. Caso contrário, o que aconteceu no Chile vai ser fichinha perto do que pode acontecer no Brasil. Todos nós pagaremos um preço que levará anos para ser pago, se é que Brasil não possa ainda sair da normalidade democrática que vocês tanto defendem. Ninguém sabe o que pode acontecer no Brasil. Da minha parte, eu me exponho porque o que eu quero levar para a população é uma mensagem de paz, tranquilidade, serenidade”, afirmou.
    “O que estão fazendo no Brasil alguns poucos governadores e alguns poucos prefeitos é um crime. Estão arrebentando com o Brasil, estão destruindo os empregos”, completou. / Por: Carolina Antunes/PR 
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