MDB vive novo racha e acirra disputa interna pelo fundo eleitoral na Bahia




    O iversas vozes do MDB na Bahia viram com estranhamento a ofensiva dos prefeitos Herzem Gusmão (Vitória da Conquista), Colbert Martins (Feira de Santana) e Rodrigo Hagge (Itapetinga) à direção nacional do partido requerendo reformulação da executiva estadual.
    A carta enviada por eles ao presidente Baleia Rossi “é algo sem pé e sem cabeça”, segundo emedebistas ouvidos pelo BNews
    A avaliação é que o movimento orquestrado pelo trio é uma tentativa de tomar as rédeas do partido da boca da campanha eleitoral para ter controle sobre o fundo partidário, a fim de tocar com mais folga o projeto de reeleição nas três cidades. 
    Os prefeitos reclamaram que têm sido alijados do processo de tomada de decisão e que a performance da sigla no estado está bem abaixo da média histórica, sem ter nenhum representante na bancada federal e com somente uma parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a deputada Kátia Oliveira. 
    Segundo correligionários, essa argumentação não tem valor porque estes mesmos prefeitos descumpriram acordos internos nas eleições de 2018 e acabaram apoiando os nomes de Zé Ronaldo (DEM) ao governo da Bahia e do então presidenciável Jair Bolsonaro – em vez de sustentarem as candidaturas emedebistas de João Santana para o Palácio de Ondina e de Henrique Meirelles para a presidência da República.
    A debandada acabou dando, por tabela, fôlego e votos a candidatos de legendas alinhadas com a narrativa bolsonarista. Um candidato a deputado federal que estimava somar dez mil votos em uma dessas cidades, saiu das urnas com apenas mil.
    “Como é que eles querem ser consultados se eles não respeitam o partido”, indagou um interlocutor da sigla.
    Outro ponto contestado é a alegação dos três gestores de que o MDB baiano ficou à deriva e foi “o que mais sofreu em decorrência da crise que atingiu as mais destacadas das nossas lideranças, Brasil afora”, numa indireta alusão às complicações jurídica e prisional que abateram os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima. – caciques históricos do MDB na Bahia.
    O entendimento de alguns emedebistas é que está em curso uma disputa velada para preencher o “vácuo” deixado pelos caciques e que a recente filiação do presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Geraldo Júnior, despertou “ciúmes” em quadros mais antigos, sobretudo pela relação estreita que ele mantém com o presidente estadual Alex Futuca e com Lúcio Vieira Lima – que continua a comandar o partido por trás das cortinas.
    Procurado pela reportagem, Futuca afirmou desconhecer o teor da carta e que não era momento de tratar de política, porque o foco deveria ser as ações no combate à pandemia do novo coronavírus. 
    Algumas fontes não descartaram a possibilidade de a ofensiva dos três prefeitos ter sido inflada por figuram políticas do entorno do prefeito ACM Neto (DEM) com intenção de tirar algum proveito com novo um novo racha no MDB.
    A reportagem apurou que o vice-prefeito Bruno Reis, ex-MDB e hoje no DEM, chegou a enviar o arquivo da carta via WhatsApp a antigos correligionários, como um gesto de que não partiu dele nenhum movimento naquele sentido.
    Outro fator que gerou estranhamento, e até risos por parte de alguns, foi o trio ter “delegado” o senador Fernando Bezerra, de Pernambuco, como porta voz em Brasília para mediar o impasse na Bahia. / Por: Divulgação 
     
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