Ministro responde Lula após ser acusado de ter entrado em hospital somente para "vender plano"


    O ministro da Saúde, Nelson Teich, respondeu a um tuíte do ex-presidente Lula, no fim da noite desta terça-feira (5), após o petista acusá-lo de não ter tido contado com a rede pública de saúde e só entrar em hospitais para "vender plano".
    Esse novo ministro da Saúde, a impressão que eu tenho é de que ele nunca entrou em uma UBS. Que ele só entrou em hospital pra vender plano. É um cara especialista em fundos, não deve nunca ter tirado a pressão de um paciente. Espero não precisar nunca tomar uma injeção com ele.
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    Teich se defendeu e respondeu que a "propagação de desinformação" é uma das questões mais díficeis em relação à Covid-19. Em sua defesa, o ministro alega ter iniciado a sua carreira no Sistema Único de Saúde (SUS), há 38 anos.
    Logo outros usuários notaram o equívoco do ministro, já que o atual modelo de SUS só foi criado efetivamente em setembro de 1988 - 31 anos atrás. Teich agradeceu e corrigiu à citação: "Obrigado pela observação. Quis dizer Sistema Público de Saúde de 1981".
    Assim que foi anunciado como substituto do ministro Luiz Henrique Mandetta, que ganhou notoriedade e foi demitido por Bolsonaro por discordâncias em relação às medidas de distanciametno social, um vídeo de 2019 de Nelson Teich em uma palestra, voltou a circular. Nele, o chefe da pasta da Saúde, diz que "escolhas são inevitáveis", em uma fala que explica a diferença no impacto econômico entre optar por salvar a vida de um paciente jovem, ao invés do idoso.
    "O mesmo dinheiro que eu vou investir é igual. Só que essa pessoa é um adolescente que vai ter uma vida inteira pela frente, e a outra é uma pessoa idosa que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha?”, questionou.

    Em um vídeo para o canal Grupo Oncologia Brasil, Teich questiona o gasto com equipamentos de saúde, como respiradores, essenciais para tratar pacientes com a Covid-19 em estado grave. Na ocasião, ele diz que o "volume de dinheiro" utilizado foi muito maior do que seria, caso "tivesse parado" para analisar a situação particular do país, em comparação com outras nações afetadas. 

    Por: Marcelo Casall Jr./Agência Brasil
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