Coronavírus: Enfermeiro denuncia que macacões descartáveis estão sendo reutilizados pelo Samu de Feira; prefeitura nega



    Vídeos que circulam pelas redes sociais têm chamado bastante atenção por conta da grave denúncia envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Prefeitura de Feira de Santana, cidade localizada a cerca de 110 Km de Salvador. Neles, o enfermeiro Edklércio Gomes, presidente do Instituto de Defesa da Dignidade Humana, diz que o Executivo municipal está orientando os profissionais do Samu a utilizar de forma irregular os equipamentos de proteção individual (EPI). A prefeitura, através da coordenadora do Samu, nega.
    Segundo o denunciante, os macacões – que são descartáveis – estão sendo lavados com hipoclorito e colocados para secar para posteriormente serem reutilizados. O BNews inclusive teve acesso a uma série de imagens que comprovaria as acusações feitas pelo enfermeiro. Em uma imagem dá para ver os macacões pendurados em  um varal e outra foto mostra a embalagem do produto em que o fabricante do material orienta o descarte do EPI após o uso. /Por: Redação BNews 

    Em um dos vídeos, Edklércio diz que está dando 48 horas para que o prefeito Colbert Martins (MDB) afaste as coordenações responsáveis pelo Samu no município. “Acabamos de protocolar aqui na prefeitura mais uma vez ao prefeito Colbert Martins sobre as irregularidades que estão acontecendo no reprocessamento e reaproveitamento de material de coronavírus, materiais que era para ser descartáveis no Samu de Feira de Santana. Já existem casos de profissionais infectados no Samu e a possibilidade do Samu estar infectando a comunidade. Desde o dia 24 foi comunicado ao prefeito e nenhuma providência foi tomada a não ser um fake news divulgado no site oficial da prefeitura. Estamos novamente dando 48 horas para o prefeito afastar as coordenações que estão escondendo inclusive das comunidades, as situações que estão acontecendo e de que também estão promovendo essas situações de irregularidade. Vamos ver o seu compromisso com a saúde e a verdade agora porque outras instâncias após as 48 horas serão acionadas”, disse. 
    As fotos enviadas à redação mostram ainda ambulâncias sendo higienizadas por profissionais vestidos com capas pretas, objeto frequentemente utilizado por motociclistas para se protegerem das chuvas.
    Em outra imagem, é possível ver anotações feitas em um caderno. “Lavado cinco macacões de ocorrência, paciente com suspeita de Covid, deixo secando no varal externo”. “Lavado uma capa de chuva e deixo secando para o próximo colega”, diz outra parte da anotação.
    Veja o vídeo:
    Em nota, a coordenadora do Samu em Feira de Santana, Maíza Macedo, afirmou que no início da pandemia, o SAMU providenciava o descarte do  equipamento, em atendimento a casos confirmados de Covid-19. Logo decidiu-se pelo descarte, também, após a assistência a suspeitos de portar o vírus. 
    "A  higienização de ambulâncias obedece as regras previstas. A
    lavagem e desinfecção de material reutilizável é feita nos mesmos moldes do que ocorre em outras unidades pelo Estado, respeitando-se os protocolos", afirma a coordenadora. 
    Conforme a enfermeira Maiza Macedo, o Samu de Feira de Santana providenciou roupa privativa para as equipes, vestida sob o macacão. Máscaras N95, toucas, luvas de procedimentos, óculos de proteção individual e protetor facial também foram distribuidos a todo o pessoal.

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