Deputadas questionam continuação do ministro da Educação na pasta: "Cai antes de assumir?"



    As deputadas federais, Alice Portugal (PCdoB-BA), Sâmia Bomfim (PCdoB-SP) e Perpétua Almeida (PCdoB-AC) questionaram, nesta segunda-feira (29), a continuidade do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, após ser noticiado o adiamento da cerimônia de posse. Alice, que faz parte da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, postou em seu Twitter questionando se o ministro iria cair antes de assumir.
    Suas colegas de partido seguiram o mesmo "tom" da deputada baiana em suas postagens. Em postagem no Twitter, Perpétua questionou: "Se mentiu sobre sua formação, do que mais será capaz? É essa referência que o Brasil terá do min. da Educação?". 
    Sâmia criticou os escolhidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ocupar a pasta da Educação: "Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, o MEC enfrenta um escândalo atrás do outro. Primeiro, um ministro completamente ignorante e incompetente. Depois, um canalha criminoso e narcisista. Agora, um farsante".
    Desde que foi anunciado como novo ministro da Educação na última quinta-feira (25), Decotelli, teve seu currículo acadêmico no centro dos holofotes. Na semana passada, o reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, Franco Bartolacci afirmou que Decotelli não possuía diploma de doutor pela Universidade e em nota divulgada nesta segunda-feira (29), a Universidade de Wuppertal informou que o ministro não obteve o título de pós-doutor na instituição como informava em seu currículo.
    Após ter a posse adiada, a permanência do novo ministro no cargo é tida como incerta. De acordo com o jornalista Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo, Bolsonaro teria mandado que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) checasse todo o currículo acadêmico de Decotelli.
    Até o momento, Bolsonaro não se pronunciou sobre as informações revelados sobre o currículo do ministro. Vale lembrar que Decotelli não é o primeiro ministro do governo envolvido em "questionamentos" sobre seu passado acadêmico, Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, mentiu sobre um título de mestre na faculdade de Yale e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, costumava se apresentar como “mestre em educação” e “em direito constitucional e direito da família”, contudo a assessoria de imprensa da ministra negou que ela possua tais títulos acadêmicos. /Jr/Agência Brasil 




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