"Estamos muito preocupados", diz Fábio Vilas-Boas sobre reabertura do comércio em cidades baianas

    Vagner Souza/Bnews
    O  momento não é o mais propício para a retomada da economia com a reabertura do comércio, pelo contrário, a Bahia, de acordo com a avaliação do secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, embora esteja em uma fase de desaceleração do número de casos de covid-19, ainda tem um crescimento diário que pode, futuramente, sobrecarregar o sistema de saúde. 
    Em entrevista à TV Bahia na manhã desta quarta-feira (17), o secretário viu como preocupação o anúncio do prefeito de Feira de Santana, Colber Martins (MDB), de reabrir, de forma gradual, todos os estabelecimentos de até 200 metros quadrados, com horário contralado que vai das 9h às 16h. Segundo o decreto da prefeitura de Feira, que passou a valer na terça-feira (16), o Mercado de Arte Popular, galerias e semelhantes, assim como os shoppings voltam operar. O restante dos serviços permanece suspenso.
    "Nós estamos muito preocupados acompanhando de perto todo esse momento de flexiblização a partir de algumas regras de reabertura do comércio, não apenas em Feira de Santana, mas, também, aqui, em Salvador, e em outros municípios do estado. Nós não estamos em uma fase de estabilização. Nós já estamos em uma fase de desaceleração do crescimento, mas nós não estamos establizados, estamos estabilizados no crescimento, mas não conseguimos baixar de 4,5% a taxa de crescimento diário dos casos, eventualmente, a gente chega a 3%. Isso significa que passado duas ou três semanas nós estamos tendo 50% de incremento [número de casos]. Isso gera uma necessidade maior de internação hospitalar, e nos preocupa o que será da Bahia daqui a 30 a 45 dias, caso não venhámos a entrar na fase esperada do platô", disse Vilas-Boas. 
    O Ministério Público Estadual também tem visto com preocupação a retomada do comércio e recomendou o município de Vitória da Conquista a anular artigos de decreto municipal, publicado em 31 de maio, que autorizaram a reabertura das atividades comerciais não essenciais. A medida passaria a valer a partir do dia 1º de junho. 
    "Sempre que os prefeitos nos procuram, a mim e ao governador, para obter essas opiniões nós temos mantido o diálogo, quando nós enxergamos que é uma situação inadequada e inconveniente, ponderamos. É preciso lembrar que essas decisões são de âmbito municipal, nós só aconselhamos", completou o secretário.(Nilson Marinho)

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