Sem São João, mercado de trabalho perde 20 mil vagas temporárias no comércio

    Reprodução/ Google Street View
    O São João de 2020 não terá arrasta-pé no salão, roupa quadriculada, grandes shows de forró, quadrilha junina e outras atrações características do período. O coronavírus adoeceu o planeta e prejudicou uma das festas mais importantes para a economia baiana.
    Vinte mil pessoas seriam contratadas temporariamente para trabalhar no mês de junho em todo o estado, segundo estimativa do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas-BA). Como a maioria das lojas está fechada e não haverá São João, a geração de empregos e a possibilidade de negócios foram seriamente prejudicados.
    De acordo com o presidente do Sindilojas-BA, Paulo Mota, o segmento perdeu 70% em termos de atividade econômica. Junho era o quarto mês mais importante para o varejo, pois, além do São João, envolve o Dia dos Namorados. Fica atrás apenas de dezembro, maio e março (Liquida Salvador). Contudo, a pandemia fez enterrar as vendas relacionadas ao 12 de junho também.
    Mota acredita que, por mais que algumas lojas baianas consigam seguir através do comércio online, o consumidor tem comprado com cautela, já que a incerteza econômica trazida pelo coronavírus tem sido um dos pontos bastante considerados na hora de fazer as contas.
    O diretor Jurídico do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Alfredo Santiago, estima que a perspectiva de novas contratações para o período junino é de 2% a 3%, puxada pelos setores de supermercados, farmácias e panificadoras. Ainda assim, por conta da crise causada pelo coronavírus, 30% das pequenas e médias empresas, que são as maiores empregadoras da capital baiana, devem fechar as portas este ano. 
    “É extremamente importante que sejam adotadas três medidas para passarmos por essa crise. A primeira é a ampliação dos meses do auxílio emergencial até o final do ano para trabalhadores CLT, desempregados e informais. A segunda é um olhar para as pequenas e médias empresas para que as linhas de créditos cheguem nelas imediatamente. E a terceira é acabar com o negacionismo e assumir que o vírus estar entre nós e que precisamos adotar todas as normas de segurança”, definiu Santiago.
    Ele entende que, se a pandemia trouxer para o comércio baiano linhas de créditos mais baratas para os lojistas, folha de pagamento desonerada, renegociação de dívidas e continuação dos salários sendo pagos pelo governo federal, o segmento pode ter “um sopro de vida maior”.
    (Márcia Guimarães)

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