Caixa retoma discussões para abrir capital da área de seguros


    A Caixa Econômica Federal anunciou na noite desta quinta-feira (16) que vai retomar as análises e discussões sobre a abertura de capital da Caixa Seguridade. A expectativa do mercado é que a Caixa Seguridade levante mais de R$ 10 bilhões com a operação, que teria potencial para ser uma das maiores ofertas de ações do ano.
    O pedido para realização do IPO (oferta pública inicial de ações) do braço de seguros e previdência da Caixa havia sido protocolado, em 21 de fevereiro deste ano, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
    Menos de um mês depois, no entanto, em 12 de março, o banco público anunciou a suspensão do processo por causa da conjuntura do mercado financeiro. Naquele momento, a pandemia do coronavírus avançava pela União Europeia, provocando forte turbulência as principais Bolsas de Valores do mundo. A previsão inicial era que o IPO da Caixa Seguridade fosse concluído em abril.
    Analistas alimentam a expectativa de que oferta inicial de ações da Caixa Cartões também ocorra e seja concluída até o ano que vem. Na fila para a entrada na Bolsa brasileira, ainda estão as Lotéricas e a Caixa Asset Management (braço de gestão de recursos do banco).
    Em maio, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já havia afirmado que apesar de a abertura de capital de suas companhias ser uma prioridade, os IPOs não seriam feitos a qualquer preço.
    "Tudo é uma questão do impacto econômico e social da pandemia, e existe zero chance de abrirmos capital para vender a qualquer preço. Só faremos o IPO quando o mercado precificar o que achamos que vale", disse Guimarães na época.
    Além do ambiente propício para a precificação das ações, também é considerado importante concluir uma avaliação sobre os impactos que o IPO da Caixa Seguridade poderia ter na operacionalização de suas joint ventures (associação entre duas empresas) em fevereiro de 2021.
    A Caixa Seguridade já anunciou duas joint ventures: uma com a Tokio Marine, para vender seguro habitacional e residencial, e outra com a Icatu Seguros, para capitalização. Essa não foi a primeira vez que o banco encontrou empecilhos para abrir o capital da Caixa Seguridade.
    Há cerca de três anos, a instituição desistiu também de um IPO, alegando na época condições adversas de mercado. A oferta, agora, será secundária, ou seja, o dinheiro arrecadado irá para a Caixa Econômica e não para a Caixa Seguridade. A operação será coordenada por um grupo de bancos, que inclui, além da própria Caixa, os americanos o Morgan Stanley e Bank of America, o suíço Credit Suisse, bem como Itaú BBA e Banco do Brasil. /Por: Marcelo Camargo/Agência Brasil 
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