Depoimento de Witzel à PF foi marcado por tensão


    O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel deixou o depoimento sem assinar o documento no qual constavam as informações prestadas por ele. A informação é do colunista Lauro Jardim, de O Globo.
    O gestor já prestava depoimento havia mais de uma hora, na sexta-feira passada, quando os policiais federais e procuradores da PGR presentes receberam a decisão da STJ que determinava o adiamento da oitiva. João Otávio de Noronha, presidente do tribunal e responsável pelo plantão da Corte, acolheu uma reclamação da defesa.
    Os advogados alegavam que não haviam tido acesso a trechos importantes do inquérito que investiga a suposta participação de Witzel no esquema de corrupção que tomou conta do governo fluminense. Na dúvida sobre o que fazer com as informações que Witzel já havia prestado, até então, deu-se um embate entre depoente e advogados contra os investigadores. 
    Procuradores e policiais pressionavam para que o governador assinasse o documento com o que dissera naquela pouco mais de uma hora. Irritado, Witzel se recusava deixar sua rubrica. Ele e seus advogados sustentavam que a decisão de Noronha tornava o depoimento sem efeito e, por isso, não fazia sentido endossá-lo.
    O clima esquentou. Depois de duas horas de bate-boca, no entanto, Witzel foi embora sem autografar coisa alguma. Um novo depoimento ainda será marcado, e tem tudo para ocorrer numa carga de tensão maior do que a vista no início da audiência interrompida. / Por: Agência Brasil 
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