Justiça proíbe venda de livro que sugeria agressões físicas para educar crianças


    Um livro, que sugeria agressões físicas para educar os filhos, foi proibido pela Justiça do Rio de Janeiro nesta terça-feira (28). A orientação era usar vara e colher de silicone e que não ocorresse em locais visíveis no corpo.  
    O livro ‘O que toda mãe gostaria de saber sobre disciplina bíblica’, de Simone Gaspar Quaresma foi proibido de circular pela 1° Vara da Infância, Juventude e do Idoso da Capital, que atendeu uma ação civil pública pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). A autora fala que violência física em crianças é melhor, pois, na adolescência, fica mais difícil educar. Ela ainda critica os pais que não utilizam esse método. 
    O  Juiz Sergio Luiz Ribeiro de Souza, afirma, em sua decisão, que a ré tem plena ciência do que prega é contrário à lei, ainda mais que o incentivo é para agredir em locais que não seja visível e que o livro, em todos os trechos que fala sobre qualquer tipo de violência, seja física ou psíquica, agride a Constituição Federal: “O perigo de dano é evidente, haja vista que os livros e vídeos incitando os pais a agredirem seus filhos estão acessíveis ao público, colocando em risco a integridade física de crianças e adolescentes", diz trecho do despacho.
    O Juiz também determinou que, além da proibição do livro, também fosse retirado da internet as palestras da autora “Mulheres Piedosas”, sob o pagamento de multa. /Por: Reprodução/ Redes Sociais 
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