Ministério da Saúde: 9,8 milhões de testes para Covid estão parados por falta de reagentes


    Com uma das médias mais baixas de testagem para Covid-19, o Brasil poderia viver uma realidade diferente, caso o Ministério da Saúde conseguisse providenciar insumos para os quase 10 milhões de testes que estão atualmente parados.

    O número de 9,85 milhões é quase o dobro dos 5 milhões que foram entregues até agora pela pasta chefiada interinamente pelo general Eduardo Pazuello, aos estados e municípios, desde o início da pandemia.

    O exame em estoque é o PT-PCR, considerado o de melhor confiabilidade para o diagnóstico do novo coronavírus. A análise do resultado dos testes depende de insumos que são usados nos laboratórios, reagentes específicos para o procedimento. 
    O Governo Federal já fez a compra dos lotes dos exames, mas ainda sem a confirmação de que conseguiria adquirir os reagentes. 
    Apesar da experiência do general Eduardo Pazuello na área de logística, o Ministério da Saúde admitiu que teve dificuldades de encontrar os insumos necessários no mercado internacional.
    Em entrevista ao Estadão, o professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Gonzalo Vecina, diz que falta "competência" para o governo Bolsonaro. Ele ressalta que a própria Fiocruz passou a fabricar os testes, mas que faltava materiais básicos e essenciais para a análise em laboratório.
    "No primeiro momento não tínhamos testes porque estavam escassos. A Fiocruz  começou a produzir, além de laboratórios privados. Aí começou a faltar tubo, material de extração, depois de magnificação [...] Agora está faltando só competência. Falta só disposição do Estado para distribuir, coletar e processar”, explica o professor.
    Com mais de 90 mil mortes e 2,5 milhões de casos confirmados de Covid-19, o Brasil pode ter, na verdade, um número ainda maior de vítimas do vírus, omitido pela falta de testagem em massa da população.
    Até 18 de julho, o Brasil registrou 441.194 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 213.280 para covid-19. Há ainda mais de 80 mil internações em investigação e 141,6 mil classificadas como síndrome "não especificada". / Por: Divulgação/Sesab 
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