Moro diz que é prematuro falar em 2022: "vivemos momento trágico"

    Agência Brasil
    O ex-ministro da Segurança Pública, Sergio Moro, disse que é prematuro falar em candidatura à presidência da República em 2022, durante entrevista a Mário Kértsz, na Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (13). De acordo com Moro, o foco das discussões, no momento, deve ser o controle da pandemia do novo coronavírus.
    "Tenho repetido que estamos em um 2020 trágico com mais de 70 mil vítimas da pandemia. Temos consequência econômicas severas, empresas falindo, pessoas sem renda e emprego. A travessia é complexa até 2022. O país supera tudo, a democracia está consolidada, o brasileiro é forte. Mas não é momento de pensar em 2022. Existem bons nomes que podem concorrer. Inclusive, se o presidente Bolsonaro fizer um bom governo, chegará forte. É muito prematura qualquer discussão sobre isso no momento trágico que vivenciamos", argumentou.
    Moro afirmou ainda ter deixado o governo por entender que Bolsonaro não tem agenda de combate à corrupção. "Só o conheci após a eleição dele. Ele disse que a gente teria oportunidade de consolidar os avanços anti-corrupção. Assumi compromisso com o presidente e percebi, no fundo, que ele não tem compromisso com essa agenda. Fui para fazer esse trabalho e quando vi que não tinha condições, saí. Se n tivesse boas intenções, estaria lá até hoje e cavaria uma vaga no supremo. No combate à corrupção faltou apoio do Palácio do Planalto".
    O ex-juiz defendeu a Operação Lava Jato e negou qualquer tipo de perseguição ao ex-presidente Lula. "A gente sabe que o presidente Lula fez coisas boas como o Bolsa Família. É uma figura que tem história. Era meu dever como juiz proferir sentença diante das provas demonstradas. A defesa dele tenta colocar como perseguição. mas minha sentença foi confirmada em outras instâncias. Há uma gama de provas significativas", reiterou.(BNews)
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