"Olha minha cara de preocupado", diz Rui após Zambelli o apontar como um dos futuros alvos da PF


    O governador Rui Costa (PT) minimizou a declaração da deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL), que disse que o petista poderia ser um dos próximos alvos da Polícia Federal, nas operações que investigam irregularidades nas compras feitas em meio à crise de Covid-19.
    "Olha a minha cara de preocupado com isso. Quem tem consciência da sua correção, naõ tem medo de nada. Ela pode falar o que quiser, ou qualquer um, vou continuar trabalhando com seriedade", disse Rui à imprensa, durante o ato em celebração do Dois de Julho, no Largo da Lapinha.
    Um dia antes da operação contra o Wilson Witzel, Zambelli deu sinais de que o governador do Rio de Janeiro seria alvo. No entanto, ela nega que tenha recebido qualquer informação antecipada ou vazamento.
    Depois da Operação Ragnarok, que apura possível superfaturamento na compra de respiradores - que culiminou na saída de Bruno Dauster do governo - agora a "Falso Negativo" investiga irregularidades na aquisição de testes rápidos para Covid-19 em municípios como São Gabriel e Irecê. 
    Além, o Ministério Público da Bahia e o MPF divulgaram uma nota que recomendava que o contrato com o Hospital Espanhol, destinado nas últimas semanas ao atendimento de pacientes com o novo coronavírus, não fosse renovado. 
    Rui condenou a nota enviada pelo órgão, que segundo ele não teve "bom senso" ao divulgá-la antes do prazo para resposta e diz que não existem convesas para uma renovação. 
    "Sou a favor de absoluta transparência de números, dados, pelo absoluta liberdade para fiscalizar tudo. Mas tem coisas que precisam ter o mínimo de bom senso. Você notifica o ógão público para responder em 10 dias e no outro dia solta nota pra imprensa, falando que não recomenda renovação. Quem iria renovar contrato emergencial? Não sei de onde saiu essa ideia", questiona.
    O governador pediu que sejam separados os "erros" individuais da "instituição como um todo" e lembrou que as compras sob suspeita de superfaturamento foram feitas em um momento que a Bahia tinha taxa de crescimendo diária de 40% de casos de Covid-19. 
    "No momento que foi feito, a taxa de crescimento era de 40% por dia. Quantos dias teremos que esperar? Um mês? Não é razoável [...] precisamos separar alhos de bugalhos: fiscalizações sobre mal feitos ou comportamentos ilícitos, de exageros pontuais cometidos por pessoas individuais, não a insituição como um todo    ", justifica. /Por: Dinaldo Silva/BNews 
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