Sem Prates na disputa, cúpula do PDT se reúne próxima semana para discutir eleição em Salvador


    O presidência do PDT nas três esferas se reúne na próxima semana para discutir o futuro do partido na eleição municipal em Salvador após a inviabilidade jurídica da pré-candidatura do secretário municipal de Saúde, Léo Prates. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nem sequer respondeu ao questionamento da sigla sobre os prazos de desincompatibilização após o adiamento do pleito.
    Participarão da reunião o próprio Prates (presidente municipal), o deputado federal Félix Mendonça Jr (presidente estadual), Carlos Lupi (presidente nacional) e Ciro Gomes (vice-presidente nacional).
    Mesmo quando o secretário ainda estava no jogo, a principal possibilidade de o partido participar das eleições seria compor a vice do pré-candidato do prefeito ACM Neto (DEM), o vice-prefeito Bruno Reis. O nome mais cotado para a função é o da chefe de gabinete do próprio Bruno, Ana Paula Matos, ex-titular da Sempre.
    O diretório municipal do PDT ainda rascunha sugerir outros nomes pouco conhecidos do ambiente eleitoral, que são o da infectologista Adielma Nizarala e de Merijane Lima.
    Discussão nacional
    Segundo apurou a reportagem, uma resolução do PDT determina que alinhamento das alianças nas capitais esteja diretamente associado aos interesses nacionais do partido. Nesse sentido, Ciro Gomes e ACM Neto têm andado de mãos dadas visando as eleições de 2022. O motivo por trás dessa parceria é o interesse de Ciro em disputar novamente a Presidência da República, enquanto o prefeito de Salvador mira o governo do estado.
    Quando esteve em Salvador no início de março deste ano, Ciro disse que a jornada do PDT em Salvador não seria "de confronto a ACM Neto"
    Porém ainda há uma ala da sigla mais ligada ao PT, que inclui o próprio presidente estadual, Félix Mendonça Jr., que tem cargos no governo da Bahia e é aliado do governador Rui Costa.
    Na última quarta-feira (15), data limite que inviabilizou o nome de Prates, Félix disse ao BNews que a sigla colocaria em campo um “Plano B”, e não descartou a possibilidade de abrir negociações com partidos da base do governador Rui Costa.
    No entanto, a tendência é que os pedetistas baianos caminhem debaixo da perspectiva dos correligionários nacionais, sobretudo por não haver crença de que o PT abrirá mão da cabeça de chapa presidencial para dar apoio a Ciro Gomes, tal como aconteceu em 2018. Soma-se a isso o fato de o próprio governador do estado, Rui Costa, já ter esboçado planos nacionais, podendo ser um dos nomes do PT para participar do pleito em 2022. /Por: Vagner Souza / Arquivo BNews 
      Comentário do Google+
      Cometários do Facebook

    0 comentários:

    Post a Comment