"Desrespeita democracia", afirma advogado de Witzel sobre afastamento do governador



    A defesa do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, divulgou uma nota afirmando que recebeu com grande surpresa a decisão "tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis". Witzel foi afastado do cargo por 180 dias por determinação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves.
    Segundo informações de O Globo, uma dos advogados do governador, Roberto Podval chegou a dizer que o "ministro Benedito desrespeita democracia, afasta governador sem sequer ouvi-lo e veda acesso aos autos para defesa. Não se esperava tais atitudes de um ministro do STJ em plena democracia".
    Outro advogado de Witzel, Ricardo Sid, chegou por volta das 7h no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, mas não falou com a imprensa.
    Witzel e Helena estão sendo acusados de corrupção em contratos da saúde. A denúncia doi apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR). A denúncia foi encaminhada nesta sexta-feira ao STJ, em conjunto com o cumprimento da nova operação contra o governador afastado.
    No documento, a PGR aponta que o empresário Mário Peixoto, envolvido em suspeitas de desvios em contratos na área de saúde, fez pagamentos para o escritório de advocacia de Helena Witzel. Cita ainda o ex-prefeito de Volta Redonda Gothardo Lopes Netto como outro suspeito no esquema que teria feito pagamentos indevidos ao escritório da primeira-dama.
    Além de Witzel e Helena, também foram alvos da denúncia o secretário Lucas Tristão, e os empresários Mário Peixoto, Alessandro Duarte, Cassiano Luiz, Juan Elias Neves de Paula, João Marcos Borges Mattos e Gothardo Lopes Netto.
    De acordo com a PGR, o grupo tinha uma "caixinha de propina" abastecida por organizações sociais e empresas que tinham contratos na área da saúde. 
    Segundo informações de O Globo, o esquema consistia em cobrar propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de saúde e educação, concluiu a investigação. 
    Para a PGR, Witzel usou o escritório de advocacia da mulher, Helena, para receber dinheiro desviado por intermédio de quatro contratos simulados no valor aproximado de R$ 500 mil - cerca de R$ 15 mil mensais de cada uma das quatro. A polícia teve acesso a um e-mail escrito por Witzel com orientações a redigir o contrato com o escritório de Helena. 
    Ainda de acordo com O Globo, a PGR também detectou suspeitas de obstrução na investigação, outro fundamento apresentado para afastar Witzel. Uma testemunha relatou aos investigadores que Witzel teria determinado uma operação de espionagem contra os procuradores da PGR que o investigavam.  / Por: Tânia Rêgo/Agência Brasil 
     
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