Magistrados e servidores relatam depressão e ansiedade durante pandemia, diz pesquisa


    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou, nesta segunda-feira (24), os resultados de uma pesquisa sobre o impacto que as mudanças de hábito, decorrentes da pandemia da Covid-19, tiveram na saúde mental de magistrados e servidores do Poder Judiciário. Entre os sintomas relatados estão depressão, ansiedade, medo, melancolia, piora de humor e alterações no sono.
    De acordo com o órgão, o levantamento reforçou o alerta, anteriormente dado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de que os últimos meses agravaram os casos de ansiedade e de depressão, que já estariam altos no Brasil. Dos que responderam à pesquisa, 47,8% declararam se sentir mais cansados do que antes da quarentena; 42,3% tiveram piora no humor e 48% tiveram alteração na rotina do sono.
    No entanto, o sentimento mais citado entre magistrados e servidores foi o medo, atingindo 50% dos que responderam à pesquisa. Outros frequentes mencionados foram: desânimo, comum em mais de 36% dos participantes, e piora no humor, 53%.
    Quase 17% dos que responderam ao questionário disseram ter pensamentos negativos e 25% revelaram ter sentimentos de raiva ou melancolia. Ao mesmo tempo, também foram citados sentimentos positivos, como serenidade (14%) e otimismo (16%), afloramento da gratidão (33%), vontade de ajudar (33%) e esperança (30%).
    "Os resultados que encontramos reforçam a necessidade da conscientização de magistrados e servidores em relação a responsabilidade individual e coletiva para com a saúde e a manutenção de ambientes, processos e condições de trabalho saudáveis", afirmou a conselheira Flávia Pessoa, que coordena o Comitê Gestor Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Magistrados e Servidores.
    O levantamento contou com a participação de 46.788 magistrados e servidores, que responderam ao questionário de forma voluntária, anônima e sigilosa, entre os dias 1º e 15 de julho.   / Por: Agência Brasil 
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