Ministro do TCU pediu propina a empreiteiro, diz colunista


    A delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro levou à denúncia do ministro do TCU Vital do Rêgo e o bloqueio de R$ 4 milhões em bens pela Lava Jato, nesta terça-feira (25), segundo o colunista Lauro Jardim.
    Pinheiro - hoje em prisão domiciliar - contou que em 2014 pagou uma propina a Vital para que a OAS fosse blindada na CPI da Petrobras no Senado, da qual Vital, então senador, era o presidente. No seu relato, o empreiteiro disse que teve dois encontros com Vital para articular o esquema que o livraria da CPI.
    Em 25 de abril, teve um encontro em Brasília com Vital e com o então senador Gim Argello, do qual participou também um executivo da Odebrecht. Em 6 de maio, Léo participou de uma conversa definitiva, na qual estiveram presentes Gim Argello, Vital e, na parte inicial, Ricardo Berzoini, então ministro de relações institucionais de Dilma Roussef.
    Berzoini, abriu a reunião pedindo que todos se acertassem e foi embora. O local do encontro foi a casa de Vital do Rêgo. Ao longo da noite, R$ 5 milhões da OAS foram negociados para aliviar a empresa na CPI. Foi dito, segundo Léo, que o dinheiro serviria para a campanha de Vital do Rego ao governo da Paraíba, nas eleições daquele ano. Vital acabou com 5,2% dos votos e não se elegeu.
    Léo contou que parte do dinheiro foi dada e que outra parcela seria entregue após o pleito. A segunda parte acabou nunca sendo paga.  /Por: Redação BNews 
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