Sergipe registra queda em casos confirmados de covid-19, mas infectologista alerta: “momento de extrema vigilância”


    A pós cinco meses de pandemia, Sergipe começa a registrar uma queda no número de casos confirmados e mortes em decorrência do novo coronavírus (covid-19). O médico infectologista e diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Marco Aurélio Góes, afirma em entrevista ao AjuNews que o estado sergipano está em uma “curva descendente”, no entanto, ele destaca que esse é um “momento de extrema vigilância” para que o Estado não entre em uma segunda onda da doença.
    Nesta terça-feira (18), foram registrados 386 novos casos e 12 mortes. No Estado, 68.699 pessoas já testaram positivo para doença e 1.729 morreram. Segundo a SES, dos 12 óbitos, 11 estavam em investigação e foram confirmados. Até o momento, 54.950 pacientes foram curados.
    De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde da SES, nesta segunda-feira (17), foram processadas 584 amostras para detecção da covid-19, destas 126 tiveram o resultado de “detectável” e 458 “não detectável”. “Isso se deve de fato a gente está nessa curva descendente da onda, mostrando que a cada dia a gente tem uma tendência de ter menos casos e de ter menos óbitos. É um momento de extrema vigilância”, diz Marco Aurélio.
    O médico explica que como tem diminuído o número de casos notificados, também tem diminuído o número de exames solicitados, o que causa uma queda nos resultados positivos dos exames. “A proporção de casos positivos ela tem sido menor. Não temos muitos exames aguardando, temos diariamente ficado com uma média de 300 exames para serem realizados no dia seguinte, então não tem resultados acumulados”, ressalta.
    Segundo o especialista, Sergipe está ainda na “primeira onda”, que é aquela que apresenta a maior amplitude e maior transmissibilidade. Porém, o Estado está agora na fase descendente da onda. “Na verdade a gente está numa curva descendente, é claro que ainda existe risco de terem surtos, risco de ter outras ondas, mas neste momento a gente está enfrentando essa queda mesmo, que tem sido visualizada com a queda da hospitalização”, diz.
    Na oportunidade, o médico ainda alertou para o risco da segunda onda se os protocolos de segurança de combate a covd-19 não forem seguidos. “Quando falamos em segunda onda, é quando após a queda começamos a ter novos picos, que podem ocorrer pelo relaxamento do distanciamento social e das medidas preventivas, como a higienização das mãos e uso de máscaras”, encerra. /Por: Redação AjuNews
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