Trabalhador morre no Carrefour e corpo é coberto com guarda-sóis para loja funcionar


    Um representante de vendas morreu enquanto trabalhava em um supermercado da rede Carrefour no Recife, na sexta-feira (14), e teve o corpo coberto com guarda-sóis e cercado por caixas de papelão, engradados de cerveja e tapumes entre as gôndolas. Segundo funcionários e clientes que estavam no local, o estabelecimento continuou funcionando normalmente. As informações foram divulgadas pelo G1, nesta quarta-feira (19).
    O homem não era funcionário da Carrefour, atuava como representante de vendas de uma empresa de alimentos fornecedora no local a trabalho. A Carrefour disse que não encontrou uma forma correta para proteger o corpo do trabalhador quando o incidente aconteceu.
    “O Carrefour pede desculpas em relação à forma inadequada que tratou o triste e inesperado falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de um ataque cardíaco, na loja de Recife (PE). A empresa errou ao não fechar a loja imediatamente após o ocorrido à espera do serviço funerário, bem como não encontrou a forma correta de proteger o corpo do Sr. Moisés.”, disse em nota.
    A esposa do promotor, Odeliva Cavalcante, com quem foi casado por 29 anos, afirmou que o nome dele era Manoel Moisés Cavalcante, e não o que a empresa havia divulgado. “Eu fiquei indignada. O ser humano não vale nada, as pessoas só se importam com o dinheiro. Acho que era uma questão de respeito. Seria muita coisa se eles tivessem baixado as portas, mas no momento, não pensaram no ser humano, só pensaram no dinheiro. É um sentimento horrível”, disse.
    O caso ocorreu na sexta-feira (14), em Recife, Pernambuco, mas somente ganhou repercussão nesta terça-feira (18), após internautas reagirem com indignação nas redes sociais.
    “Tô estarrecida. Moisés Santos promovia produtos alimentícios no local quando sofreu um mal súbito e não resistiu. Para manter o supermercado em funcionamento, empregados da loja bloquearam o acesso visual ao corpo de Moisés com tapumes e guarda-sóis.”, disse uma. “Triste! As pessoas estão doentes, fico imaginando como esse funcionário se doou para essa rede e no final ganha isso!”, lamentou outro. / Por: Renato Barbosa/WhatsApp 
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