Presidente do PSB rechaça apoio de Bolsonaro à candidatura de Márcio França em São Paulo


    O presidente de um dos partidos que formam a oposição ao governo Bolsonaro em Brasília, Carlos Siqueira, afirmou que não nenhuma chance do candidato da sigla em São Paulo, Márcio França, faça campanha junto ao presidente.
    "Conheço tão bem Márcio França que não vislumbro ele fazendo campanha com Bolsonaro, sinceramente. Ele vai fazer a campanha dele. Com Bolsonaro, não", disse o presidente da legenda em entrevista à Folha de S. Paulo.
    Segundo Carlos, são evidentes as diferenças dos princípios defendidos pelo PSB e os ideias de Bolsonaro. O presidente do PSB reconhece que o pré-candidato na capital paulista tem uma boa relação com os políticos dos mais variados espectros, mas que no caso de Bolsonaro, o que Márcio deseja é conseguir conquistar parte do eleitorado que elegeu o então candidato do PSL em 2018 ao Palácio do Planalto.
    "O Márcio foi isso. Ele se dá bem com todo mundo, é o jeito dele, mas o Márcio é uma pessoa do partido desde a juventude e já tá um homem com quase 60 anos [tem 57]. É muito partidário, tem cumprido missões. Ele não está atrás de apoio do Bolsonaro. Ele pode estar, como todos os demais, querendo os votos dos eleitores que casualmente possam ter votado no Bolsonaro", diz Siqueira.
    Na sua trajetória, diz Siqueira, dialogar com líderes do Executivo, ainda que sejam da oposição, nem que seja para discordar. "Não posso dizer que não falo com o Bolsonaro, eu falo, até para dizer a ele que discordo frontalmente dele", relata o líder do PSB, que recorda que fez o mesmo com Michel Temer (MDB). No entanto, o mesmo não foi possível com Dilma Roussef (PT), que segundo ele nunca o convidou para um bate-papo.
    Caso o fizesse, garante Siqueira, ele poderia ter atuado para impedir o seu impeachment.
    "Eu nunca fui falar com a senhora Dilma Rousseff porque ela nunca me chamou. Se tivesse chamado, eu talvez tivesse rachado a bancada ao meio e talvez ela tivesse terminado o mandato", assegurou.  /Por: Reprodução/Twitter 
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