Zé Neto acredita que abstenção nas eleições "não será alarmante" e destaca o crescimento de eleitoras em Feira


     Fazer com que os eleitores saiam de suas casas nestas eleições municipais, realizadas em meio às incertezas da pandemia do novo coronavírus, pode ser um grande desafio que leva políticos a repensarem suas estratégias para conquistar a confiança do eleitorado. Para o candidato a prefeitura da cidade de Feira de Santana, o deputado federal Zé Neto (PT), o pleito terá desafios, mas não será muito diferente de outras eleições. 

    “É uma eleição nova para todo mundo e com vários desafios, dentre eles, de motivar o eleitor. Por outro lado, eleição, é eleição. Para esquentar esse processo eleitoral vamos precisar de um período mais longo. Sem o corpo a corpo, esse calor vai custar acontecer, mas a gente está vendo em várias cidades do interior aglomerações, carreatas e caminhadas, começando a dar o tom de que não vai ser muito diferente das outras, tendo em vista a paixão que move as pessoas na política”, disse o candidato.

    Ele acredita que as recomendações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o plano sanitário que será adotado pelas seções eleitorais podem ajudar a minimizar a falta de participação. “Talvez podemos ter um abstenção maior que a última eleição, mas não que seja algo alarmante. As pessoas estão tendo que ter mais cuidado. Acho que deve aprimorar a forma de votação no dia para que a gente possa ter uma votação representativa”, completou.

    Segundo dados do TSE levantados pelo BNews, em Feira, segundo maior cartório eleitoral do estado, as mulheres formam a maioria do eleitorado. São 221.254 eleitoras (55,24%) ante 179.294 eleitores homens (44,76%), diferença que teve leve crescimento em relação à última eleição municipal, quando os números foram 216.677 (54,50%) e 180.555 (45,41%), respectivamente. Na corrida à prefeitura da cidade, no entanto, a representatividade ainda é baixa, entre os 10 candidatos, há apenas duas mulheres, Marcela Prest, pelo PSOL, e Dayane Pimentel, pelo PSL.

    “O público feminino, na minha opinião, vem se envolvendo mais com a política. A expectativa é que as mulheres busquem mais o seu lugar na política e na sociedade. É um processo que está amadurecendo e que já podia estar mais acelerado, mas tem avançado, claro, tem muita coisa pra ser enfrentada, as mulheres ainda sofrem muito preconceito e os temas relacionados a elas vão fazer parte dos debates”, finalizou o candidato.  /Bnews  Por: Luiz F. Fernandez e Nilson Marinho 

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