Chance de segunda onda de Covid-19 é baixíssima, diz braço-direito de Paulo Guedes


     Um dos principais nomes do quadro técnico do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica da pasta, afirmou nesta terça-feira que considera “baixíssima” a possibilidade de uma nova onda de contaminação pelo coronavírus no Brasil. O economista justifica seu posicionamento baseado no fenômeno da imunidade de rebanho.

    “Vários estados já atingiram ou estão próximos de atingir imunidade de rebanho. Acho baixíssima a probabilidade de segunda onda. Não apenas isso. Acho que os dados que temos mostram algo concreto, que é a força da retomada econômica”, afirmou o secretário.

    Sachsida informa que estudos feitos pela Secretaria de Política Econômica (SPE) indicam que a imunidade de rebanho está próxima de ser alcançada no país, o que diminuiria as chances de uma nova escalada da crise sanitária. Para isso acontecer efetivamente, seria necessário que 20% da população brasileira já tivesse sido contaminada pelo vírus da Covid-19.

    Apesar do posicionamento do secretário, a comunidade científica não atesta essa possibilidade com solidez, já que de acordo com os dados estaduais divulgados até o momento, ainda não há indicação de que o país já teria alcançado índices que evidenciam a imunidade de rebanho. Além disso, originalmente, este conceito é utilizado pela imunização via vacina, e não naturalmente pelas doenças, já que o agente viral segue em circulação.

    No estado da Bahia, em levantamento feito pelo BNews junto a dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a porcentagem da população baiana que já foi contaminada pelo coronavírus — excluindo os óbitos — é de apenas 2,4%, estando bem distante do índice para a imunidade de rebanho. Para chegar em 20%, seria preciso que 2,98 milhões de baianos fossem contaminados, bem distante dos 366 mil casos atuais. 

    Após ser questionado se há planejamento para uma segunda onda da Covid-19, Sachsida se esquivou afirmando que a pergunta seria “hipotética”, já que em caso de acontecimento de uma nova escalada da doença, a Secretaria de Planejamento Econômico tem a responsabilidade institucional de elaborar planos de contingência. 

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     Por: Marcello Casal Jr/Agência Brasil 

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