Repórter da Folha processa Bolsonaro por ofensa com insinuação sexual: "queria dar o furo"


     A repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo, pede na Justiça indenização por danos morais contra o presidente Jair Bolsonaro em decorrência de um ataque a ela com ofensa de cunho sexual, além da reprodução do insulto em rede social dele. Em entrevista coletiva durante a saída do Palácio da Alvorada, o presidente da República disse, referindo-se à repórter: "queria dar o furo contra mim". A fala foi seguida por risos.

    Também em decorrência de ataques de conotação sexual, os advogados de Patrícia processaram Hans River, ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa, e Allan dos Santos, apresentador do canal online Terça Livre.

    A declaração do presidente foi uma referência ao depoimento feito na CPMI das Fake News, no Congresso, por Hans River, ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp. Uma reportagem da Folha teria denunciado esquema ilegal de disparo de mensagens em massa no Whatsapp em favor de políticos, no qual empresas recorriam ao uso fraudulento de nome e CPFs de idosos para registrar chips de celulares.

    Hans River do Nascimento passou a descredibilizar a reportagem dizendo que sua autora, a jornalista Patrícia de Campos Mello, se insinuou sexualmente a fim de conseguir informações. Uma semana depois, Bolsonaro invocou a fala de Hans e ofendeu a jornalista.

    Os três processos têm como fundamento o art. 186 do CC/02, que enquadra como ilícitos os atos daqueles que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violarem direito e causarem dano a outras pessoas, ainda que exclusivamente moral. /Agência Brasil 

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