Vacina de Oxford produzida na Índia ainda não será distribuída no Brasil; país asiático pode barrar compra


     A Fundação Oswaldo Cruz (Friocruz) conseguiu autorização da Anvisa para importar 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzida numa fábrica da Índia. Apesar disso, o imunizante ainda não pode ser distribuído no Brasil.

    Além de ainda não haver pedido de registro comum ou emergencial, será necessário analisar se a vacina feita na Índia possui a mesma qualidade da fabricada na Europa, bem como, condições de boas práticas de fabricação e controle.

    ”Ou seja, é necessário entender se o produto do fabricante indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido e que teve os dados clínicos aprovados. Em termos mais técnicos, o objetivo desta avaliação é garantir a equivalência quanto à resposta da imunogenicidade, ou seja, a habilidade de a vacina ativar resposta ou reação imune, tais como o desenvolvimento de anticorpos específicos, respostas de células T, reações alérgicas ou anafiláticas”, diz a Anvisa, em nota.

    A Anvisa afirma ainda que não será feito nenhum retrabalho para esta análise, já que estão sendo usados dados de outras agências de referência internacionais.

    Em reunião com a Fiocruz nesta segunda (4), o órgão fez os questionamentos, e diz que o instituto está “empenhado para que essas informações sejam reunidas e apresentadas à Anvisa com a maior brevidade”.

    Veto
    Além disso, outra possibilidade é o de um veto do governo indiano para a exportação de vacinas contra a covid-19 desenvolvidas pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford. 

    Para solucionar o problema a intenção é buscar uma solução diplomática por meio do Itamaraty e do Ministério da Saúde para permitir a chegada das doses, segundo dirigentes da Fiocruz que acompanham a discussão. 

    Segundo integrantes do governo federal, o veto indiano não deve atrasar a discussão sobre uso emergencial. Parte das autoridades que acompanha o debate afirma acreditar que a liberação das doses deve ocorrer mesmo com o veto indiano, pois as unidades estariam já reservadas para venda ao exterior.

    De acordo com declaração feita no domingo, 3, pelo CEO do Instituto Serum da Índia, que fabrica as doses da AstraZeneca, Adar Poonawalla, o país não permitirá a exportação. "Só podemos dar (as vacinas) ao governo da Índia no momento", disse Poonawalla, acrescentando que a decisão também foi tomada para evitar o encarecimento do imunizante. 

    Como resultado, de acordo com ele, a exportação de vacinas para o consórcio Covax (iniciativa da Organização Mundial de Saúde para garantir acesso equitativo aos imunizantes contra a covid-19) deve começar apenas em março ou abril. / Por: Reprodução 

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