Bruno Reis não dá previsão de retorno às aulas e critica pedido dos pais: "irresponsável"


     O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), vem sofrendo pressão de um grupo de pais que pedem o retorno às aulas presenciais na cidade. Nesta terça-feira (16), por exemplo, alguns deles realizaram um protesto em frente à casa do gestor, no bairro do Comércio. Diante disso, Bruno voltou a reafirmar nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa, que as aulas na rede pública e privada não retornarão na modalidade presencial até que os números de novos casos e mortes em decorrência da Covid-19 caiam. 

    A cidade vem sofrendo com uma pressão nas unidades de atendimento com a alta procura de pacientes infectados por um leito especializado no tratamento do vírus. Os leitos clinícos e de UTI já dão sinal de ocupação máxima. Ele aproveitou a oportunidade para alfinetar os protestantes e classificou o ato como “irresponsável”. 

    “Não dá para ser neste momento, vocês sabem que eu sempre defendi uma data, sempre condicionada à realidade e ao momento, ninguém aqui é irresponsável de retomar a educação sem ter condições de oferecer leitos de UTI. Não vai voltar às aulas em Salvador com uma realidade dessas, podem fazer manifestação onde quiser que não está me dizendo nada. Não há clima, é uma irresponsabilidade defender neste momento a volta da educação. Quero uma data, mas ela estará condicionada ao estágio da pandemia", disse Bruno.

    "[A manifestação] é injusta. Eu estava na prefeitura trabalhando [no momento do protesto]. Já fiz manifestações na minha vida, mas nunca na porta de um governante, em respeito as suas famílias e vizinhos. Acho injusta também porque fui o único, talvez como representante do Executivo, a defender e chamar atenção para a volta às aulas", completou.

    Na semana passada, também durante uma coletiva, o prefeito havia defendido o retorno às aulas presenciais em março. Naquele momento, a grande preocupação era do município não conseguir concluir o calendário escolar de 2020, atrasando os anos subsequentes. As escolas municipais ainda precisam cumprir com o calendário do ano passado que está comprometido desde março quando as atividades foram suspensas por decreto.

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