Doença infantil do lavajatismo pode estar prestes a acabar, mas não a Lava Jato, diz ministro


     O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na alta cortes, afirmou que o modelo de força-tarefa de investigações do Ministério Público “produz mais resultados”, mas ressaltou que a dissolução da Lava Jato pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não significa o fim da operação.  

    Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o magistrado disse que a Lava Jato chegou no “andar de cima” e que a operação “não só não acabou como mal começou”. Apesar disso, Fachin cita que há “sintomas de revigoramento” da corrupção por parte de agentes do Estado.  

    Para o relator das investigações no STF, o que pode estar prestes a acabar é o “lavajatismo”, a doença infantil que surgiu da Lava Jato, segundo ele, e que de um lado só vê defeitos nas apurações e, de outro, só enxerga qualidades na atuação da operação.

    O ministro também demonstra preocupação com as eleições de 2022, diz que a democracia brasileira vive uma crise e critica a participação de militares da ativa no governo federal. Além disso, Fachin sustentou que o investigado torna-se réu no momento em que a Justiça aceita a denúncia do Ministério Público, o que significa dizer que, na visão dele, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é réu e não pode assumir a Presidência da República.


     Por: Rosinei Coutinho/ STF  Por: Redação BNews

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