Insatisfeito com ACM Neto, Mandetta também pode sair do DEM


     

    A neutralidade assumida pelo presidente do DEM, ACM Neto,  na eleição da Câmara dos Deputados, e a aproximação com o governo Bolsonaro pode custar a saída de nomes importantes do partido.

    Além de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já disse a amigos próximos que vai anunciar a desfiliação na próxima segunda-feira (8), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou em entrevista à Exame, que também considera sair da sigla.

    Como eu não tenho mandato, eu estou muito tranquilo. Eu posso ficar sem partido para fazer essa discussão com todos os partidos, para ter uma transversalidade ampla, e, na hora certa, falar que este caminho é o melhor. Eu não estou convicto de que eu permaneço no partido, mas ainda vou dar a chance para eles abrirem essa discussão. Eu devo ir a Brasília depois do Carnaval e lá vai ter uma série de conversas”, disse o primeiro titular da pasta durante a pandemia, que entrou em guerra com Bolsonaro por apoiar medidas de distanciamento social e o uso de máscaras. 

    Novamente, Mandetta, que chegou a ser elogiado em diversas ocasiões pelo antigo prefeito de Salvador, fez críticas às recentes declarações de Neto à Folha. 

    O presidente do DEM disse que a legenda poderia seguir com Bolsonaro em 2022, com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), e com o próprio Mandetta. 

    O ex-ministro lamentou que em um momento de pandemia onde os brasileiros querem que seja apontado um caminho para seguir, Neto aponta "para o qualquer coisa serve".

    “O presidente do partido, o ACM Neto, dá uma entrevista em que fala que o pode estar com Doria, com Bolsonaro, com Huck, ou seja, um momento em que o país quer que aponte o caminho, ele aponta para o nada? Ele aponta para o ‘qualquer coisa serve desde que atenda os interesses do partido’. Espero que o partido reflita”, afirma. /

     
    Por: Agencia Brasil 

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