Justiça do Rio decide que acusados da morte de Marielle Franco vão a júri popular


     Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram nesta terça-feira (9), por unanimidade, que Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, acusados de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes vão a júri popular. O recurso feito pela defesa dos suspeitos foi negado.

    Lessa é policial militar da reserva, e Élcio de Queiroz foi expulso da PM por suspeitas de ligação com contraventores. Eles foram presos em 12 de março de 2019, a dois dias de o crime completar um ano.

    As investigações apontaram que os acusados ficaram quatro horas dentro de um carro clonado, sem desembarcar durante todo o trajeto, enquanto esperavam Marielle sair de um evento na Lapa, no Rio de Janeiro. Usaram celulares que não estavam registrados em seus nomes, puseram-nos em modo avião e em nenhum momento falaram ao telefone.

    Nos mil dias que se passaram desde o crime, o caso esteve nas mãos de três delegados. Giniton Lages deixou a apuração logo após a prisão dos supostos executores, e Daniel Rosa foi substituído por Moysés Santana em setembro, depois que o governador em exercício Cláudio Castro (PSC) assumiu o lugar de Wilson Witzel (PSC).

    No último ano, o caso foi alvo ainda de uma outra discussão judicial: se a investigação deixaria a alçada da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio e ficaria sob a responsabilidade da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República —contra a vontade da família de Marielle.

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