TCU determina que Manaus informe se foi pressionada pela Saúde para utilização de cloroquina


     O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou que a secretaria de Saúde de Manaus, Amazonas, responda se foi pressionada pelo ministério da Saúde a tratar pacientes com covid-19, doença causada pelo coronavírus, com remédios sem eficácia comprovada como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina.

    O Ministério da Saúde adquiriu comprimidos de cloroquina e hidroxicloroquina e produziu um protocolo em que recomenda ao SUS o uso dos remédios para tratar a covid-19. Apesar de ineficazes, os medicamentos são defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e por Eduardo Pazuello, ministro da Saúde.

    No despacho, Zymler faz menção a uma visita de uma força-tarefa do Ministério da Saúde a Manaus, no início de janeiro, quando a cidade já registrava disparada nos casos de coronavírus. Dias depois, o sistema de saúde de Manaus entrou em colapso.

    "Informe se houve algum tipo de pressão por parte dos membros da força-tarefa do Ministério da Saúde quando da visita feita no dia 11/1/2021, para que essa unidade de saúde difundisse a utilização de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e/ou ivermectina no tratamento precoce dos pacientes com Covid-19 nesse município", escreveu o ministro.

    No fim de janeiro, Zymler escreveu em despacho que a cloroquina só poderia ser fornecida pelo SUS no tratamento à Covid-19 se houvesse autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de autoridades sanitárias estrangeiras, o que não ocorreu.


    Por: Divulgação 

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