“Uma pessoa com 16 anos não tem capacidade de seguir protocolos?”, questiona infectologista sobre volta às aulas


     O retorno às aulas é um tema que vem causando bastante debate entre pais, professores, especialistas em saúde e poder público, em meio à pandemia. Em entrevista ao jornalista José Eduardo, nesta quinta-feira (18), na Rádio Metrópole, o médico infectologista Antônio Bandeira defendeu a volta às aulas, seguindo todos os protocolos. 

    “A gente tem pessoas de 15, 16, 17 e 18 anos. Uma pessoa com 16 anos que pode votar, não tem capacidade de seguir protocolos? Utilizar máscara, fazer distanciamento, fazer higienização das mãos, organizar recreio, organizar alimentação”, falou. 

    Ele comentou que até nas igrejas existe um protocolo para participar das missas, então as redes educacionais deveriam retomar também com todos os cuidados necessários. “Ah, pelo amor de Deus! Vai dizer que não tem protocolos simples e organizados? Continuamos atrasados com essa discussão”.

    Ainda durante a conversa, ele cita que o filho estava tendo aulas online, mas que aos finais de semana, o garoto saia com colegas, sendo contraditório, na visão dele, ter que proibir a volta às aulas para a turma dessa faixa etária, já que vários adolescentes estariam saindo aos finais de semana. "A gente tem adolescentes de 16 e 17 anos que não vão para a escola, mas vão para a casa do colega, como o meu filho que estava agora recentemente em aulas online e final de semana foi se encontrar com colegas. Só que quando ele foi se encontrar, vários desses colegas estavam sem máscaras. Então os filhos dessas pessoas que ficam extremamente preocupadas em não deixar os filhos irem para as escolas, estão indo para festa, descendo, andando, porque a transmissão do coronavírus é concorrente. E essas crianças, adolescentes, estão entrando em contato e estão infectando, inclusive, os pais e avós”, falou. 

    O profissional disse, também, que se houve a possibilidade de ter uma flexibilização em diversos setores da capital, como comércio, há a possibilidade de retornar às aulas. “Em nenhum momento houve também esse processo gradual de flexibilização, um processo pensando, orientado, planejado para o retorno às escolas e eu comecei a bater nisso no final do ano passado, outubro ou novembro”, relembrou.

    Bandeira falou que, mesmo depois de quase um ano de pandemia, ele não foi infectado pelo vírus por seguir todas as precauções. "Eu até hoje não peguei o coronavírus, fiz o teste de sorologia recentemente e tá zerada, tomei as duas doses da Coronavac, estou aguardando fazer a imunidade. Mas eu sou exemplo claro que a utilização de máscara, principalmente as máscaras respiratórias, cirúrgicas, M95 são fundamentais, são vias de proteção mesmo”.


    Por: Reprodução / Redes Sociais 

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